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Nesta semana, duas pessoas especiais fazem aniversário. Não estou aqui roubar nem para falar delas, mas não custa nada deixar meus votos de felicidade registrados. Afinal, são pessoas que eu sonhava em conhecer e que, em menos de um ano, tornaram-se essenciais em minha vida. São amigos de verdade, componentes da minha banda favorita.

Mas a indagação de hoje não se refere ao aniversário de amigos meus e sim a … POR QUE FESTEJAMOS NOSSOS ANIVERSÁRIOS? Você já deve ter lido por aí algum texto que fale sobre isso.  Eu mesma tentei lembrar um que li em determinada ocasião, procurei no Google como uma louca e não obtive sucesso. Por isso, deixo aberto aos anjos de guarda dos blogueiros esquecidos que se habilitarem em me ajudar. Quem lembrar primeiro, por favor, diga nos comentários!

Então está lançada a sorte, digo, a pergunta. Porque festejamos a data de nosso nascimento soprando velinhas, recebendo convidados, cortando o bolo e ganhando presentes? Hábito que perdura por anos, inicialmente, os parabéns não eram concedidos a todos, sabia? E olha que hoje, até cão ganha festinha no melhor estilo que você puder imaginar.

Cão tem festa, gente tem festa, empresa tem festa, cidade tem festa, tudo é motivo para comemorar quando o assunto é aniversário. A não ser que seja o aniversário de uma coisa ruim. Mas no caso, estamos falando do aniversário de nascimentos das pessoas e isso é uma coisa boa. Como você, que provavelmente teve festa de um aninho, de cinco e se for menina até de 15 – o que não é o meu caso (não, senhores engraçadinhos. Eu sou menina sim, é que não tive festa quando debutei, preferi ganhar dinheiro). Mas eu volto na questão abordada pelo autor (que eu não me lembro quem seja) do texto sobre comemorar ou não aniversários.

Veja bem: nascemos, crescemos e morremos. Certo? Essa é a lei natural da vida. Como todo começo tem um fim, como tudo o que sobe desce, como tudo que começa acaba, a nossa vida também um dia pára. E os aniversários são para quê então? Para nos guiar até a cova. Cruzes! Como isso soa fúnebre! Mas é a pura verdade. A cada aniversário, mais um ano de vida que se foi, menos um ano de vida para se viver. É melhor correr, o tempo está acabando.

[...] SAI DESSE CORPO QUE NÃO TE PERTENCE!

Ok, ok. A verdade é que eu não penso assim. Adoro comemorar aniversários, ir a festas de amigos, chamar todos para minhas comemorações. Sei que no final de tudo vem a morte, mas como boa espírita que sou, também sei que a morte não é fim de tudo, e sim, o começo! Então, ao invés de ficar pregando como o autor (repito: que eu não me lembro quem seja) do texto sobre comemorar ou não aniversários, é melhor que eu explicite a minha real concepção.

Acredito mesmo é que nossos aniversários devam ser comemorados com todo o fervor possível. Agradecendo pelas oportunidades, refletindo sobre as ações praticadas, pedindo pelos próximos e próximos anos que virão e… bebemorando com os (verdadeiros) amigos. Afinal, “a vida é para ser vivida”. Clichê? Que nada! Seja autêntico, faça à sua forma, seja feliz! E, caso seja seu aniversário, permita-se extravasar ainda mais!


  1. maria luísa

    “Você já deve ter lido por aí algum texto que fale sobre isso”

    pensando assim, de supetão, me lembrei de um do carlos drummond e outro da clarice lispector sobre aniversários.

    um melhor ainda é do mauss, sobre a obrigação que temos em dar, retribuir e aceitar presentes.

    enfim, todo ano a mesma coisa… me desanima.

  2. crocrib

    Parabeeeeens!!!
    é tao engraçado ganhar parabens por uma coisa q vc nao fez… como se fosse: parabéns por aguentar mais um ano d vida. Chega a ser meio cínico… Eu sempre fico sem graça nos meus aniversários.

    mas festa é sempre bom! e contato humano tb!
    Olha a Malu falando aí dos presentes do Mauss… isso q é o tal do Koula???




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