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“Porque ela é mulher”. Esta foi a típica frase que ouvi de um amigo na semana passada, ao dizer que uma jovem moça da cidade de Viçosa (MG) havia transado com um cara (sabe-se lá se ele era namorado, peguete ou marido da garota) dentro de um elevador.

Não acreditei quando ouvi estas palavras saindo da boca dele. Não que eu tenha me decepcionado com sua opinião, mas é que a cada dia, me indigno e me entristeço mais com o machismo de nossa sociedade.

Sei que algumas (muitas) pessoas pensam como ele, mas sei que outras (poucas) já acreditam viver numa sociedade igualitária e livre de preconceitos. Feminista eu? Não. Só busco um propósito: independência! Acho sim que as pessoas, sejam elas mulheres, homens, crianças, baixas, altas, gordas ou magras devam ser e viver independentes. Mas calma lá, eu não disse que busco a auto-suficiência e sim, repito, a independência. (Que fique claro!).

Há quantas e quantas décadas não acompanhamos a luta da classe feminina por uma vida livre – de preconceitos, condições e limitações? Se você não possui mais de 50 anos para ter acompanhado em temo real, com certeza já estudou na disciplina de história a Revolução Sexual iniciada pela queima de sutiãs em maio de 1968. (um exagero a parte, concordo!).

Às vésperas do ano 2008, a mulher já conquistou grande parte do espaço de almejava. Seja ela presidente, empresária, jornalista, dona-de-casa ou jogadora de futebol, o que importa é que a grande maioria já não se deixa dominar pelo sexo oposto. É chegado o momento de colocar as cartas na mesa, dividir as obrigações e viver num mundo menos desigual. Se ainda encontramos por aí marido que espanca mulher, pai que explora filha, patrão que seduz funcionária é porque esses foram mal acostumados e precisam encontrar alguém que os tratem de igual para igual.

Que mulher é o sexo frágil pode até ser. Somo mais sensíveis sim, mais vulneráveis sim, e quem sabe até, mais bobas. Mas o tempo de soberania masculina passou, minha gente. Acordemos para a realidade. Façamos valer os nossos direitos, mulheres! Temos que ser antes de tudo, seres humanos. Homens ou mulheres. Crianças ou adultos. Precisamos nos atentar para a essência, pelo o que há, de fato, no nosso interior.

E por falar em interior… reflita comigo. A garota (de Viçosa) resolveu transar com seu companheiro (não encontrei definição melhor) no elevador, certo? Ok. No corpo do e-mail vem escrita a seguinte mensagem: “vejam que mulher safada” – ela provavelmente não o obrigou a realizar o ato, certo? Ok. Se eles são um casal de relacionamento estável ou não, ambos estavam cientes do ocorrido e das possíveis conseqüências, certo? Ok. Ela de#$, ele come#$, certo? Ok. E porque SÓ ela é a safada? Esta é a indagação…

… E não me venha com um “porque ela é mulher”, certo?


  1. ahmadzai

    que coisa maluca. então ela fez secso sozinha no elevador, foi?

    acho que, na base de tudo, o errado é achar sensibilidade fragilidade. não sei se é por aí. então, em geral, elas são tratadas assim por isso.

    certo. mas é a geração fuck me pumps, né? agooora, tem um carinha que tem uma tese de que, na verdade, o homem é o sexo frágil.

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