Minha ciranda não é minha só
Ela é de todos nós
A melodia principal quem
Guia é a primeira voz
Pra se dançar ciranda
Juntamos mão com mão
Formando uma roda
Cantando uma canção
~ ITAMARACÁ, Lia de in Minha Ciranda.
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Gente, vou confessar… Desde o início do 25 tive uma dificuldade enorme em achar notícias cotidianas pra intertextualizar com alguma coisa por aqui. Porém, ultimamente, acho que tenho me libertado dessas amarras, fingindo que sou uma colunista bielocult (quem dera) e, finalmente, vou postar sobre algo que sempre quis: ciranda.
Mas não é ciranda-cirandinha-vamos-todos-cirandar (aliás, talvez seja também), e sim um tipo musical (será essa a terminologia mais adequada?) que não costuma descer muito o Brasil. Tendo caixa, bombo e ganzá como instrumentos mais usuais, conta ainda com pandeiro, sanfona, cuíca, uma flauta de leve e o que mais aparecer por perto. Mais comum e originada na Zona da Mata pernambucana, destacam-se nomes memoráveis como Lia de Itamaracá e outros que estão surgindo por aí (representando tão bem a versatilidade, a miscelânia inerente e a mutabilidade que só a boa música sabe experimentar sem perder a linha), tipo Comadre Fulozinha , Issar e tantos outros anônimos, que se juntam na beira do mar, no quintal e no terreiro, começam aquela boa brincadeira e… touché! A roda cresce, crianças e adultos girando sempre pro mesmo lado, coreografando.
Cirandas, Maracatus, Cocos e afins, indiossincraticamente ligados… Mineiríssima que sou, reconheço que conheço (sic?)muito menos do que gostaria. Ritmos que, inicialmente podem parecer estranhos aos ouvidos, podem se tornar pra nós, estranha e inevitavelmente BRASILEIROS.




22 Fevereiro, 2008 at 1:41 am
Confesso que não entendi nada… o.o
25 Fevereiro, 2008 at 11:45 pm
Eu amo dançar Ciranda. Aqui em Viçosa tem uma banda, Trem Mineiro, que sempre toca uma Ciranda no final dos shows. Aí abre uma rodona nos shows e um monte de gente dança. È tão divertido!!!