Nomear pra quê?

“Jogada num quintal
Enxuta, a concha guarda o mar
No seu estojo”

BUARQUE, Chico in A Ostra e o Mar

Eu me canso muito facilmente. Não quero saber, não quero mais ver, não me agrada mais ler.

É morte pra cá, é enchente pra lá, é dinheiro lavado e cara sem lavar… Sinceramente.

Numa dessas me perco e não sei do que acontece no Tibet. Ponderar? Nem precisa… É aquilo mesmo e tal. O que nos chega é muito pouco e é quase mentira (Como eu sei? Dedução, meu caro uótisson). Não devia ser assim, mas é.

Nos cansa a vida de todo dia, as notícias já repetidas, a poesia e o lirismo que – não – não é libertação. Então me fecho. Tal qual aquele que vê mas não encherga, é melhor fugir. E Chico já cantava, a Ostra e o Vento.

Eu vacilo. Sou um e sou outro. Abro e fecho na mesma velocidade e intensidade em que navego (até porque, a onda é que me leva).

Meu mundinho paralelo fica logo ali. Sentir o cheiro, o toque, a luz, o dia.

Do alto, eu vejo.

Definitivamente, estou aprendendo a desaprender…

(Novamente posto no dia errado por incompetência da informática desse terceiro mundinho em que vivemos. Pardon. E ah, fica a dica de, quem ainda não foi, ir conferir a exposição no Palácio do Gringo Cardia e a do Instituto Moreira Salles com fotos do Rio e de tribos amazônicas no século 19 de Georges Leuzinger, com atenção especial pras do segundo andar – que não são só dele, mas enfim-…)


Leave a Comment