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Havaianas


Eu, que estou prestes a conhecer o maior mercado mundial do consumo, tenho me perguntado acerca dessa questão das marcas dos produtos e tals. Será mesmo que uma marca famosa representa um produto efetivamente bom?

Pensei logo no caso das sandálias Havaianas. Tão na mídia, tão fashion e que chama atenção até do Reinaldo Giane. Eu fico me perguntando: Como uma marca conseguiu mudar sua imagem e transformar um produto antes somente popular entre as classes mais baixas em acessório de moda indispensável, vendidas em lojas caras e no exterior?

Um breve histórico: “As legítimas” começaram a ser fabricadas em 1962 pela Alpargatas. A marca foi lançada para a classe média mas acabou caindo no gosto de grande parcela da população mais humilde porque tratava-se de um produto resistente e, o mais importante, barato. A massificação do produto, no entanto, levou a rentabilidade aos menores níveis nos anos 1980 e a empresa precisava tomar atitudes drásticas para que pudessem continuar no mercado. Com a fabricação de um único modelo, a operação corria riscos e não seria apenas mudanças na comunicação que alteraria este cenário. A empresa optou por investir em uma nova imagem, mais sofisticada e voltada para um público mais exigente.

Criou-se então linha Havianas Top que, com novas cores e formatos diferenciados, possibilitou uma segmentação do produto. Em seguida, a distribuição também passou a ser focada em nichos de mercado. Cada ponto de venda recebia um modelo diferente, de acordo com seu target. Outra mudança foi na exposição do produto no ponto de venda. Ao invés das grandes cestas com os pares misturados, acessíveis ao público que antes se destinava, criou-se um display para valorizar o produto e facilitar a escolha, já que agora haveria muito mais opções, e, claro, impulsionar as vendas.

Certamente as várias ações de marketing realizadas contribuíram para o sucesso da marca, mas a principal delas, a meu ver foi adequar seu produto aos gostos da população e agregar um valor diferenciado do produto em relação aos demais. Tanto que a Havaianas não é mais um chinelo de borracha, vendido a 2,99, como tantos por ai: e foi principalmente a preocupação em tornar- se atraente, as novas cores e formatos diferenciados, que fizeram isso. Deixou de ser um chinelo para ser as sandálias Havaianas.

E a moda, por sua vez é isso: expressa uma atitude, um estado de espírito.

Sobre isso, podemos pensar moda como algo que está em constante inovação: os produtos da moda são efêmeros e visando se tornar uma acessório que acompanha essa tendência, a Havaianas submeteu-se a mudanças e foi feliz nesse propósito. Resultado disso é que só em 2006, 160 milhões de pares foram vendidos, dos quais 10% foram para mais de 80 países espalhados pelo mundo. E se antes era apenas um modelo que ia no pé de todo mundo, hoje são 80, dos quais metade são destinados ao exterior e vendidos a preços exorbitantes…

7 de novembro

7 de Novembro é o 311º dia do ano no calendário gregoriano (312º em anos bissextos). A essa altura do ano ninguém mais aguenta ir pra faculdade, trabalhar, ninguém aguenta o calor e a chuva, todo mundo quer festas de fim de ano, retrospectivas e assistir o especial do rei (Roberto Carlos, precisa falar?) na tv.

Mas não. Faltam ainda 54 para acabar o ano, e a galera nessa angústia e ansiedade, sem poder fazer nada para o tempo correr mais rápido. Neste dia já se iniciaram revoluções, como no ano de 1878, quando em Pernambuco rebentou-se a Revolução de Praieira. Em 1919 o Jornal Times, o de Londres, anunciou, pela primeira vez, o sucesso da teoria da relatividade de Einstein. Foi no dia 7 de novembro de 1944 que Franklin D. Roosevelt venceu, pela quarta vez, a eleição para Presidente dos Estados Unidos da América. E na mesma data, em 45, África do Sul e México foram admitidos como Estados-Membros da ONU Na manhã daquele domingo de 93, Ayrton Senna vencia em Adelaide, Austrália, a sua última corrida na Fórmula 1. Nesse dia em 1901 e 1903, respectivamente, o Brasil ganhou dois grandes notáveis:Cecília Meireles e Ary Barroso. Aliás, 3 grandes notáveis: em 1986, exatos vinte e um anos atrás, nascia nosso colega de Blog e amigo Braaulio. Eu ainda não sei quais serão os grandes feitos desse garoto para entrar nas páginas de História do Brasil e quem sabe do mundo. Eu sei é da alegria, da amizade, do companheirismo e da inteligência desse aspirante a publicitário (e a tantas outras coisas) que me faz ter certeza de querer tê-lo por perto pra sempre.

Bráulio, Eu admiro tantas coisas em vc! Mas a principal delas é a maneira como vc aproveita tão bem a vida… Admiro seu entusiasmo e sua inquietude frente ao novo! É por essas e outras que vc vai alcançar tudo que deseja! Grande abraço!


foto da seleção de 1950.

O Brasil é um país cheio de controvérsias, Meu Deus. Por um dia, os jornais pararam de falar da política corrupta, do leite adulterado, da tropa de elite, pra falar de futebol. Colocar brilho no olho do trabalhador que por um instante acredita que vai poder ver de perto os melhores times do mundo. Não é verdade, povo. Os jogos provavelmente vão ficar restritíssimos aos estrangeiros cheios de dólares – será que eles vêm?, que vão vir ver os jogos. Os possíveis investimentos que o país vai atrair possivelmente não vão cobrir nem um doze avos dos gastos que serão tirados dos cofres públicos. Os lucros jamais serão nossos.

 

Tem ainda a questão da floresta amazônica, já pensou se, aproveitando a entrada no país, os estrangeiros resolvem ocupar a amazônia e libertá-la do país, transformando-a num “território de todos”? (aqui, entende-se num território dos E.U.A). É uma possibilidade, sim.

 

O Brasil não é mais o país do futebol. Desde que nossas crianças perderam a esperança de um futuro digno, desde que elas pararam de sonhar em ser jogadores de futebol, desde que não é mais seguro sair de casa pra ir num campinho de várzea jogar bola, não tem mais essa história de país da bola não. Coisa do passado.

 

E se falam que a Copa ser aqui era um sonho de todo brasileiro, afirmo que é mentira. E olha que pelo menos 10 vezes ao ano eu ouço, numa narração emocionada do meu pai, a história da seleção que perdeu o título no maracanã, em 1950. Talvez seja sonho dele, meu pai, a oportunidade de refazer essa história. No entanto, o sonho da maioria do povo brasileiro é ter um prato de comida em casa todos os dias, direito a saúde e educação.

 

Quando falam que a Copa do mundo é nossa em 2014, não quer dizer que ela seja nossa, tipo minha e sua, não. Nossa quer dizer deles.

 

Será que daqui a sete anos vamos estar vivos pra saber?

 

Hoje o meu espaço chama sem açúcar…

 

Bráulio,


acrescente enrolada no meu perfil.


Rocha,


foi bom falar com vc!

Deus castiga!

Amor entre grades

 

A mulher estava com saudades. Preparou-se durante dias para ver o namorado, um rapaz anos mais novo que estava preso porque cometera alguns pequenos delitos. Ela não ligava de ter que passar, uma vez por mês, por toda a rotina cansativa e humilhante estipulada pela delegacia para ver seu amor. Fez-se bela, cozinhou o prato preferido do casal e saiu decidida a viver intensamente aqueles poucos momentos que eram eternos, como escrevera uma vez em carta para o seu homem.

 

Quando conheceu o rapaz que dividia a cela com o namorado sentiu-se diferente: um frio e um calor. Foi amor a primeira visita. As idas à cadeia se tornaram mais frequentes e seus olhares estavam cada vez mais voltados para o companheiro de cela do amado. Achava-o atraente, interessante, maduro e ela alegrava-se mais nos momentos de chegada e saída, quando tinha mais contato com o outro, do que com os momentos íntimos que vivia ali, com o parceiro oficial.

 

Não foi correspondida. A princípio. Nem sequer um olhar. Era a lei da prisão. Ela sentiu-se mais atraída. Apaixonou-se. Sofria de amor. Não queria nem poderia revelar-se, apenas se alimentava disso, dos dois amores. Afinal, prometera ao namorado que ficaria do seu lado, daria-lhe apoio. Com o outro era diferente, era paixão ardente, era fogo.

 

Um dia resolveu o problema. O namorado foi transferido para outra penitenciária. Poderia, enfim, assumir a paixão sem levantar suspeitas. E sem pensar muito nos riscos, a mulher providenciou uma identidade falsa para entrar no estabelecimento prisional e rever o amante. Não queria ser percebida, nem atrair a desconfiança do outro por meio de falatórios.

 

A mulher estava com saudades. Preparou-se, como da primeira vez e seguiu rumo ao caminho indicado pelo seu coração. Permitiu-se sentir o amor. Mais amor. Permitiu-se tentar ser feliz, com os dois. Poderia dedicar-se a eles. Fazia planos…

 

A tentativa da mulher de entrar na delegacia com o documento falso só não deu certo porque os agentes de plantão a reconheceram e perceberam que ela portava uma carteira falsificada.

 

Ela foi presa, por amar demais.

Eu tinha uma prima que não suportava pé. Nosso pé não podia nem tocar nela nem nada. Era ver um pé carente querendo carinho, ou um descuidado, dando um esbarrão, que ela dava xilique. Achava enjoamento de prima, coisa de gente da capital.

Mas depois, bem mais tarde, fui pensar melhor no assunto e não é verdade que ela tem razão? Salvo o pé de bebê e o do ser amado, os pés são bem nojentos. Pequenos ou grandes, cascudos ou não, a bem da verdade e que os pés, cheio de dedos que são, geralmente se mostram feios e cascorentos.

Das receitas caseiras, ao pé da letra, eu conto as que vi e ouvi em casa. Minha mãe, que nunca admite ter o dito cujo, manda lavar e secar bem entre os dedos. A gente lava, seca, mas de vez enquando o danado aparece. Meu irmão mais velho passa talquinho, os famosos pós anti-sépticos, no tênis e meu pai, que não é bobo nem nada, o passa não só no sapato, como na pia e no chão… coisas de homem!

Sem contar no chá de habú, que livra não só do chulé, como da tosse. Assim fala a música, não é?

O fato, amigos, é que venho aqui pedir-lhes que cuidem dos pezinhos. Dediquem-lhes alguns minutos do dia. Passem talquinho, deixem-lhes ao vento, lavem e sequem.

Senão, você pode correr o risco de cometer uma loucura. Como aconteceu com o vizinho do pai da prima de uma colega da sala da minha irmã.

Conto-lhes: o cara, que não cuidava bem dos pesitos, ao ser chamado de chulezento, meteu a faca no super sincero, que morreu simplesmente porque tinha olfato.

Verdade!

Saudações!

Meu nome é Cíntia e estou todos os meios de semana para preencher esse espaço…

Com açúcar e afeto!

Vai ser um doce prazer!