Archive for the ‘Emundo’ Category

O 25 está fechado! Calma, calma… não é por muito tempo.

Vá juntando seu rico dinheirinho que voltaremos com promoções imperdíveis, daquelas “com mais R$5,00 leve a bíblia em CD narrada pelo Pato Donald” ou “monte o Maracanã com 1000 peças de Lego, duas em cada edição!”.
Vale lembrar que esse post também é um convite para todos que já estiveram aqui no blog e gostariam de entrar para a comunidade 25, coloque o dedo a-qui. E no dia 25 desse mês tem reunião. Baixe o papel de parede clicando na imagem aí de cima para não se esquecer. Local ainda não definido.

Deixem suas condolências nos comentários e para onde irão nas férias. Meet me in Mountauk.

Hasta!

Braulio Rezende

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Eles de novo. A banda britânica Radiohead divulgou nesta terça-feira (1º) uma nova iniciativa para divulgar seu álbum In Rainbows, desta vez os fãs poderão remixar o novo single Nude. Essa iniciativa faz parte de uma parceria com a loja virtual do Itunes e o software de edição Garage Band.
Os fãs podem comprar cinco partes da música (guitarra, voz, baixo, efeito e bateria) e enviarem as faixas mixadas para o site radioheadremix.com onde todos poderão votar em suas versões preferidas.
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A banda no ano passado surpreendeu todo o mundo deixando a critério dos fãs a decisão de quanto pagariam para fazer o download do novo cd In Rainbows, sem contudo perder a legibilidade já que o cd se manteve no topo das paradas de vendas por algumas semanas.

Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired, uma das publicações mais respeitadas em termos de inovação, publicou em seu livro A Cauda Longa (Campus/Elsevier) sua teoria que demonstra que o desenvolvimento tecnológico, ao tornar cada vez menos fundamental o meio físico, propicia a mudança de foco da cultura e da economia: os best-sellers passam a ter tanta importância no mercado quanto os produtos de nicho.

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A banda mineira Pato Fu lançou no ano passado seu nono cd Daqui pro Futuro pela internet para que os fãs pudessem baixar as faixas individualmente, alcançando recordes de downloads na UOL Megastore. O lançamento do cd físico só veio um mês depois, quando as músicas já estavam na ponta da língua dos fãs.

Estaríamos entrando em um universo sem controle tal como queriam os anarquistas? A verdade é que a internet desmitifica a hierarquia da informação. Ela coloca lado a lado hits e nichos de mercado, reduz consideralvelmente o tempo de resposta dos receptores. É cada macaco no seu galho e todos conectados on-line. Viva o amadorismo concreto. Viva a vanguarda dos meios eletrônicos. Viva a criatividade.

 

Beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeh. Esse mês tem reunião 25. Cai numa sexta-feira (25/04). Preparem suas línguas, seus corações e suas cabeças. O blog precisa de idéias novas. Diretas já!

21 anos, Brasil, masculino, 178cm, 71kg

Cada um tem o seu preço, é inevitável. Não foram poucas as vezes em que me peguei cobrando silenciosamente de mim mesmo alguma coisa em troca por todas as vontades e serviços prestados a mim por ações que me fugiram o juízo maior.
Quanta insolência achar que o capital valorizado pelos homens se resume ao financeiro. Eu, por exemplo, calculo alguns valores por partes do corpo.
É como falar: “eu colocaria a mão no fogo por aquela pessoa” ou “aquele ali é meu braço direito” ou ainda “você perdeu a cabeça!”. É por aí que eu estabeleço as relações de troca no meu dia-a-dia. Pois eu diria que tudo tem seu preço, cambiável ou não, material ou não, compulsório ou não.
Tudo por aí está à venda: pessoas, idéias, lugares e até mesmo reações às suas ações que por sua vez desencadearam o ciclo moebius da unilateralidade (redundância pagã), a certeza em saber que as relações interpessoais só serão firmadas a partir da compra e venda de valores.
Analisando esta cadeia hereditária, resta saber se sua balança comercial está favorável ou não. Costumo dizer assim, se você (se) importa mais do que exporta, você desfavorece sua balança. Agora se você costuma vender muito mais do que compra (pressupõe-se que você tenha algo a vender), você entra para a seleta trupe dos formadores de opinião (líderes natos). De um lado, temos um mercado de idéias e do outro o consumo hipodérmico, sem que os operários se esvaiam das demandas informativas. Dá sono né!? Então vamos aos fatos:

– Eu me vendo, tu me vendas, estamos no escuro.
– 99% das pessoas não sabem se vender, por isso precisam de porta-vozes.
– Apenas 2% das pessoas que se vendem em redes sociais na internet falam a pura verdade (me refiro também aos blogs).
– E metade destas verdades são vendidas na promoção (a chamada xepa ideológica – cópias baratas).
– Você avalia sua balança comercial de acordo com quantos sim e quantos não você dá por dia (mesmo que um não valha por um sim e um sim valha por um não). Saiba usar!
– Por invrível que pareça, homens se vendem mais.
– Mulheres acabam comprando por falta de opção.
– Os filhos são o troco da relação. São moedas vencidas, sem valor comercial enquanto recém nascidos.

Estou pensando seriamente em lançar a campanha “Quer pagar quanto?” para popularizar o blog através de camisetas.

Por enquanto, faça seu próprio código de barras no site Bar Code Art, informando seu peso, altura, nacionalidade, sexo e idade e saia por aí se vendendo. Pequenas empresas, negócios a parte.

“Administre bem o seu tempo. Chegar antes e sair depois de todos não é sinônimo de dedicação e competência. Cuidado com o tempo perdido com e-mails, MSN, com a navegação na Internet ou com o Orkut. O estagiário deve se perguntar ao final de cada dia: “Eu dei lucro ao meu empregador hoje? Se a resposta for afirmativa, você está no caminho certo.”

Tom Coelho – especialista em carreira e conteúdo motivacional

O sujeito quase nunca chega dando bom dia. Passa pela mesa da secretária, ela cerra os olhos e passa uma rasteira sobre os óculos com lentes grossas e pontiagudas nas extremidades. São oito e meia da manhã e o seus olhos mal conseguem abrir frente aos feixes de luz que ultrapassam as persianas do escritório (ele mal sabe que a moça do café acordou logo cedo e ainda caminhou até a porta para acender a luz). Ele senta em frente ao computador e “loga” no SISTEMA. Vão ser longas 6 horas diárias.

Com seis horas eu destruiria uma cidade, eu ficaria vermelho de tanto pegar sol na praia, eu veria a trilogia de Denys Arcand, dormiria do jornal hoje até o nacional, aprenderia aproximadamente 17 novos vocábulos chineses.

Mesmo com o olho semi-aberto, ele percebe que ninguém ali ainda notou a sua presença. Como ele foi parar ali?

– Bom, surgiu essa “oportunidade” quando recebi um e-mail de um professor de arte oferecendo vagas para estagiários em uma empresa que fabricava rótulos para verduras em conserva. Naquela época, verdura pra mim era uma categoria onde se encaixavam somente alimentos verdes, com talos e que estalavam na boca. Santa ingenuidade. Mandei a ficha e no outro dia já me chamaram… Devo ter sido o único.

Ele sempre conservou alguns vícios como sintonizar a freqüência das rádios alguns Hz a cima ou a baixo da normal, para que junto com a música fossem escutados ruídos. Ah! Também gostava de fazer xixi nos mictórios na mesma hora em que a água da descarga escorria. Se ainda viesse com gelo e limão, dava até pra perceber um leve sorriso de canto de boca.

Post-it: pesquisar sobre urinoterapia no google e seus benefícios.

Ele abre a caixa de e-mails. Nada de novo. Parte para o leitor rss e começa a rodar a barra de rolagem…

Fone de ouvido: E éramos dois a rodar…e rodar…e rodar…*chiado*dar e rodar…

São mais de 150 feeds com muita informação.

Se você tem informação, você esta a frente do seu concorrente… A ANOS LUZ! Informação é a maior riqueza dentro de uma empresa, mas cadê a INTELIGÊNCIA COMPETITIVA?

Nessa altura, todo mundo ou está circulando ou está apegado a algum canto da empresa geralmente habituado a algum fim: corredor dos fumantes, a copinha do café, sala de reuniões… Quase ninguém permanece em sua própria mesa, a não ser o ESTAGIÁRIO.

Os mais velhos se preocupam com a postura do rapaz, os mais individualistas nem o percebem, os mais espertos sabem que ele não está fazendo nada que os ameace… Mas a mão de obra é barata, não é? Então deixe que digam, que pensem, que falem, deixo ISSO pra lá, vem pra cá, o que é que tem, eu não tô fazendo… *chiado* você também.

Já é hora do almoço. O estagiário boceja pela ultima vez no dia. Pega suas coisas e diz que vai ali comprar um cigarro. O chefe pede um favor.

-Traz um box de Marlboro light pra mim.

– Claro, light! É como comer goiaba e não gostar de caroço.

O ESTAGIÁRIO volta para seu posto. Responde alguns recados no Orkut, liga para a colega, redige um trabalho de faculdade, escreve pro blog, faz xixi no mictório, solta um sorisso pelo canto da boca, liga a rádio, analisa alguns rótulos, pergunta pro google, o google responde, envia pro chefe uma técnica nova, que é recusada.

Não tente mudar os paradigmas de sua empresa.

O ESTAGIÁRIO pega suas coisas e vai embora num sol de rachar. A moça do café não.

Passa pela secretária, dá um “tchau dona Kátia” e segue escada abaixo, sempre cortando caminho antes que alguém segure o elevador…

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Acordei hoje certo de que iria escrever sobre alguma coisa ainda não massificada (como a teoria da calda longa ou sobre o quanto aprender a andar de moto está sendo divertido – esse eu deixo pro meu novo blog, em desenvolvimento). Mas me acometeu um raciocínio digamos que doméstico e curioso no último final de semana. Eu e o Lucas saímos para comprar um liquidificador e uma sanduicheira em tempo hábil antes que morrêssemos de fome já que os eletrodomésticos lá em casa entraram em greve e uma maldição que ronda a cozinha tem reduzido a sobrevida de 100% deles. Pois então, acordamos cedo e fomos numa dessas ruas do centro que foram lotadas por lojões de atacado. Você passa pela porta e é praticamente puxado por linhas de crédito e pipocas grátis, isso depois de agüentar uma filinha solidária. Passamos por umas cinco lojas famosas e nenhuma alternativa (até porque eletrodomésticos devem ser comprados com garantia de vida, a sua e a dele). Achando que eu encontraria um catálogo como multimarcas e variedades, cada loja só oferecia três modelos de liquidificador e as sanduicheiras… Bom, encontramos duas dividindo espaço com as torradeiras elétricas.

As opções de compra sumiram, e não foi de uma hora pra outra. Cartel? Não! Isso acontece simplesmente porque alguns eletrodomésticos não conseguem evoluir mais em tecnologia. E mesmo diante da ilimitação de diferenciação como acontece com televisões (frost free) e geladeiras (com telca SAP), alguns produtos nunca vão perder a utilidade, pois não se misturam com outros eletrodomésticos, é tudo uma questão de independência doméstica. Por exemplo, você nunca verá um som integrado com uma máquina de levar (mas não duvide) ou um sugar que faça pipocas, pois eles são únicos em seu habitat. Lembro que desde os meus 4 anos, o liquidificador lá da casa dos meus pais nunca deu nenhum “pití” e seu uso era de fácil acesso para toda a família. Em 10 anos, a Walita conseguiu aumentar em apenas 50W a potência do motor (pra quê mais?) e acrescentar um botão (magic-clean) e a Arno consegue liquidificar qualquer coisa em até oito velocidades (é creu neles?). Pois é, eu saí da Ricardo (que segundo a moça da Magazine Luísa, o cara é doido mesmo) com o Arno 8 velocidades não mão e quando cheguei em casa, percebi que a diferença do ruído entre a primeira e a última velocidade é simplesmente de 1ndB (se existisse, um nanodecibel). Isso é bom?

No outro dia cedo, ligo a TV e vejo outros produtos da Polishop que se superam a cada dia com suas multifunções. Eu nunca fui muito afim de produtos com duas, três ou até mesmo 1001 utilidades. Porque simplesmente é impossível cortar uma maça e desentupir o ralo ao mesmo tempo, assim como não dá pra malhar peito, abdômen, bíceps, tríceps, quadrúpedes (não resisti) e o calcanhar num mesmo aparelho.

A questão é nomear as coisas para uma única função. Viver um lado só. Se não o seu filho vai nascer sem saber pra que serve uma máquina fotográfica já que hoje em dia até batedeira vem com câmera 5mpx e lentes Carl Zeiss.

rawpepsidm1002_228x379.jpgAcaba de ser lançada na Inglaterra uma versão da Pepsi para naturalistas, a Pepsi Raw. Não aqueles que correm pelados pelas praias de nudismo ou dormem em cima de caixas de ovos, mas a geração saúde, a que prefere uma granolinha a um Cheetos mesmo sabendo que essa mesma geração em quase sua totalidade são os filhos da geração da Era de Aquarius – movimentos em prol da liberdade política, sexual e receituária de drogas na década de 70. Costuma dizer que é assim: as gerações conseguintes sempre se apresentam em extremidades opostas de comportamento. Pois se na década de 20 nossos bisavós eram heart-of-rocks, a próxima geração veio amolecida pela guerra, que acabou chocando um galho revolucionário dentre seus descendentes. Revolução está associada ao tabaco e a banha de porco. Coisas não saudáveis, claro!
Hoje em dia, em meio às transmutações de genes, conservantes microbióticos e corantes fosforescentes, nasce a parcela da população preocupada com os riscos a longo prazo desse ku-klux-kan alimentício.
Algumas dicas para quem quer começar a se cuidar sem ter que consultar metade dos hippies e vegans de sua cidade:
– Comece abandonando aquela empadinha que você aprendeu a fazer no programa da Palmirinha Onofre.
– Não acredite que só porque a carne do Mc Donalds é 100% carne bovina e Zero Trans que é a mesma coisa que você comer um Double Mc Salad (que por sinal é feito de polietileno, ninguém nunca percebeu?)
– Aquele suco de soja que você se habitou a tomar todo santo dia com aquele outro leite fermentado com lactobacilos vivos (como aqui não é o Faustão, é do Yakult que me refiro) são muito docinhos para serem saudáveis.
– Uma coisa eu aprendi vendo TV e ouvindo música: coma brócolis, use filtro solar, dance a dança da mariazinha e viva na estabilidade.
E como disse uma japonesa pra mim um dia desses, tudo é uma questão de manter: a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo.

Para saber mais
Teste cego Pepsi Raw/Pepsi comum
Ad Print Pepsi Raw: Comes naturally

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“E se eu for o primeiro
a prever e poder desistir do que for dar errado? “

Rodrigo Amarante. O VELHO E O MOÇO

Estava eu correndo em direção a luz esmaecida pela neblina com as minhas pernas já adoecidas. Um sussuro ensudercedor: O FÊMUR. Passos gélidos. Eu tentando sair pelas janelas sem que ninguém pudesse me ver, mas o rastro de sangue denunciava minha fuga. Misericórdia! Ingeri meu doce predileto, sem afeto, com açúcar, tão brando como Maria. Pela fresta da janela, nem o vento costumeiro se via presente, talvez não o fosse mais necessário. O rádio relógio não fora tapeado dessa vez diante da recusa aos demandos do Deus Cronus. Eu me tornei um i deitado, surrado. Um pingo em forma de ponto.

Meu coração estava partido e eu atônito como se não esperasse o tombo do animal enfurecido ao saber que os pedaços que ficaram para trás não poderiam mais ser colados. Era de palha e acrílico barato o meu coração, amei de forma intransitiva as amazonas. O chão branco sorria e me abraçava como o chinelo que um dia calçou o meu pequeno grande pé. O último sonar do aparelho que estava ligado ao meu coração se misturou ao de duas crianças aos berros (aquele frio granulado de adrenalina) em alta velocidade em uma montanha russa. Um vai e volta, um sobe e desce. Uma vida nos trilhos.

O piscar desta vez não acompanhava o desenrolar de mais um sonho ruidoso, mas sim da transgressão vertical em quadrinhos de toda minha jornada, agora via que poucos souberam dançar ao meu modo e medo. Raios luminosos nessa hora calavam até mesmo o criado mudo.

Eu me enterrei nu sublimado por uma nuvem carregada de sonhos. Minha cama era uma piscina assimétrica.

Naquela hora, eu percebi que o engraçado da vida só nos aparece quando a pressão esbugalha os nossos olhos e as pupilas suam, em seguida o sal alivia o tropeço que nos leva até ao final da fila (quem rir por último…). Os últimos apenas rirão, eu preferi contar piadas.