Archive for the ‘Googlando as coisas’ Category

Hoje, aqui, com total exclusividade pra você, querido leitor, eu começo uma série de posts sobre essas coisas tecnológicas que você DEVE saber pra… Não, não pra se dar bem com a mulherada… Não pra soar esperto… Não pra falar pra todo mundo que sabe – pode soar meio nerd. É só pra saber mesmo… Talvez te seja útil. Talvez não seja. Whatever. Mas “Toda informação é importante” – há-há-há. Tão tá.

Nessa parte 1, de sabe-se lá quantas (talvez só uma mesmo), eu venho falar sobre os Carros do Futuro.

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Esse negócio de aquecimento global e o diabo tem feito muita diferença no mundo, como um todo. Pra nós, pobres mortais do terceiro-mundo, tudo parece exatamente igual. Todo mundo sente calor 5 minutos depois de uma chuva daquelas, não chove mais em janeiro e sim em março e várias outras coisas terríveis e importantíssimas acontecem. No mundo globalizado dos negócios e da política, entretanto, decisões já estão sendo tomadas com base no que PODE vir a acontecer no mundo. Se alguma dessas decisões realmente fará diferença, bem, é outra história. Só o tempo dirá – pegou trocadilho?! ANH?!

Algumas dessas importantes decisões econômicas se referem a um dos principais culpados pela descarga de CO2 na atmosfera: os automóveis. 60% do petróleo produzido no mundo é usado pra mover automóveis, você veja. Milhões de dólares (ou bilhões, sei lá, pra mim dá no mesmo) têm sido investidos em pesquisas que visam reduzir o consumo de combustível e a emissão de poluentes pelos carros.

Isso tudo tem uma influência direta no que o mercado de automóveis virá a ser e – mais que isso – é um indício de como nossas vidas, enquanto consumidores, serão em alguns anos. Os projetos dos carros do futuro contornam, basicamente, a idéia de reduzir o uso do petróleo, que 1). É caro, 2). Acaba e 3(. Polui. Surgiram, então, projetos bastante aplicáveis de carros elétricos (que usam baterias parecidas com a do seu celular, que tem o problema de não durarem tanto, mas que podem ser, um tanto quanto teoricamente, recarregadas numa tomada) e híbridos (que usam, principalmente, baterias, mas que tem combustível pra quando ela descarrregar). O Prius, da Toyota, é um híbrido já em circulação em alguns países… Mas a maior parte dos carros elétricos e híbridos sendo desenvolvidos vem em, tipo, 2010.

Existem projetos de carros que usam hidrogênio como combustível, mas essa tecnologia não é completamente dominada e, em segunda instância, a instalação de “recargas” em postos é relativamente cara. Sairia água do seu cano de descarga, então, sim, essa parece ser a melhor solução – não pra tão cedo. Há, também, a idéia de usar a energia do sol… Mas não é tão simples quanto esquentar o chuveiro da sua casa, trust me. Carros gastam um pouco mais, o que torna a tecnologia economicamente inviável.

Combustíveis alternativos estão sendo desenvolvidos (tipo o tal do comentado Biodiesel) com o intuito de gerar menos poluentes… Mas aí nós esbarramos num problema: Isso tudo depende da indústria automobilística. E a indústria automobilística e a indústria do petróleo conversam bastante. Pesquisas andam devagar, é verdade. Esse povo do petróleo é famoso por mover céus, terras e ditadores islâmicos por dinheiro… Mas (sempre) tem gente séria trabalhando pra fazer um mundo melhor… Bonito.

Então os planos de carros, pro futuro, são esses. Carros Verdes… E não, estamos em 2008 e ninguém nem pensa em carros que voam. Século 21 sucks, eu sei.

istock_000002664920small.jpgNão sei de vocês, mas eu, pelo menos, tenho poucas memórias minhas fazendo pesquisa numa biblioteca. E de alguma forma, em 100% dessas poucas memórias, eu digitava o tema num computador amarelo claro, com um sistema mais lento que… (…sei lá!), e ia na estante TENTAR achar o livro com aqueles códigos de 35 caracteres, entre números, letras e símbolos muito especiais. A internet chegou à minha casa – eeeee – assim que as coisas no colégio começaram a ficar difíceis o suficiente a ponto de requererem pesquisa. (Requererem?).

Hoje em dia, nas madrugadas que antecedem as provas, pesquisando conceitos tão básicos que nem o livro da faculdade se dá ao trabalho de explicar, eu penso em como as pessoas faziam antigamente. O volume de informação ao qual eu tenho acesso a qualquer hora, em qualquer lugar, supera – com folga – qualquer mochila extremamente pesada de livros emprestados da biblioteca.

Pesquisar na internet é tão confortável que a gente, muitas vezes, nem se dá conta de que está, efetivamente, pesquisando… Até, claro, você se encontrar na situação em que me encontro… Depois de tardes e noites gastas, depois de um zilhão de páginas visitadas, de milhões de cadastros feitos… Eu concluo: O Google ficou burro pra mim. Ele não me entende mais. Eu o superei.

O que eu digito é muito complexo? “Projeto de extensor KVM”?

Será que tem livro disso na biblioteca?… Eu penso, puto.

Assim como eu, você também deve ter escutado algumas coisas sobre nanotecnologia… Mas até uns 3 dias atrás, eu sabia o básico. Eu sabia sobre os princípios, sobre a construção de estruturas pela manipulação individual dos átomos, nanotubos de carbono, coisas do tamanho de um bilhonésimo de metro e o diabo. Eu também sabia sobre algumas aplicações… Sobre a construção de semi-condutores, por exemplo. Eu ouvi sobre robozinhos pequenos o suficiente pra entrar numa artéria e retirar um coágulo ou destruir um vírus… Esse tipo de coisa. Mas nada do que eu jamais tivesse ouvido, é tão bizarro quanto ISSO.

É só um conceito, eu sei. Mesmo assim… MEEEDO! Muito medo. Não pelo que é, mas pelo que possibilita.

Aí fui procurar me informar… E a primeira notícia é que as coisas não são tão simples assim. Não é só criar um átomo, juntar mais 50 trilhões e fazer um celular incrível. Essas coisas acontecem devagar… Aprender a mover um átomo, individualmente, é coisa uma descoberta recente. Você veja. Alguns projetos estão sendo desenvolvidos, testados, comercializados, mas nada concreto e absolutamente revolucionário pode ser esperado pra, sei lá, julho de 2008. Além disso tudo, existe uma preocupação crescente relativa aos rejeitos da confecção dessas novas estruturas – são os nanopoluentes (o que a nanotecnologia também permite é a invenção de palavras muito toscas). Será um novo tipo de lixo, bastante perigoso, já que é pequeno o suficiente pra entrar em células, mudar suas estruturas e o escambal. Mas, no geral, os impactos ambientais do desenvolvimento de nano-qualquer-coisa são pequenos.

As aplicações da nanociência são muito amplas. Existem projetos em andamento pra melhoria das baterias e geradores de energia. E isso é absolutamente legal porque, bem, pense nos carros híbridos e no quão ecologicamente legais eles são. A nanotecnologia, além disso, poderia criar tecidos mais resistentes à sujeita, vidros de carros que nunca ficam sujos, sistemas de filtragem de ar e de água, resolverá problemas relativos a fome pela duplicação de alimentos… E eu já ouvi histórias sobre cientistas escrevendo a bíblia completa em objetos do tamanho da cabeça de um alfinete… Eu já ouvi sobre mudar o DNA de um inseto, fazendo com que seu organismo transforme o açúcar ingerido em biodisel. Quer dizer: Eu nem sei o que dizer!

Pesquisas indicam, entretanto, que dois terços dos americanos são contra a nanotecnologia… Os motivos, eu, sinceramente, não sei. Mas metade dos americanos são a favor da Guerra do Iraque!… O que inferno essas pessoas sabem?!

A Nanotecnologia mudará o mundo, mas não agora. O jeito, por enquanto, é tentar fazer alguma coisa com política mesmo. Ai, ai.

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De uns dias pra cá, eu to com uma dor de cabeça son of a bitch. Meu humor tá uma maravilha, precisa ver.

Aliás, meu estado de saúde tem alguma conexão com os ares malignos da festa da carne… Ano passado, eu comemorei o carnaval assistindo Heroes, com o siso recém-retirado. Digo: sisoS… Dias em que a felicidade brilhava nos meus olhos… Ai, ai.

Mas aí eu fui ver essa notícia hoje. Comecei a pensar e… Bem, faz sentido. Vai ver que é isso. Minha cabeça tá doendo mais ou menos desde que eu to dormindo com o meu celular do lado. Faz sentido. Também porque meu sono, de uns tempos pra cá, não tem sido dos melhores…

Vou tirá-lo de perto e ver o que acontece.

E recomendo, tá? Muito por causa DISSO AQUI – que é verdade e não se fala mais nisso. Eu vi no Fantástico com aquele Doutor Bactéria que dá vergonha alheia na gente. Outra coisa é que… Bem, celular não causa câncer, mas… Sei lá. Por menor que seja a “ligação” entre os celulares e a doença (não, não foi um trocadilho), nunca é bom arriscar.

As pessoas sempre têm dessas coisas, né? Já ouvi dizerem que as televisões transformavam, aos poucos, pessoas em zumbis. E que os EUA monitoram absolutamente TUDO o que a gente faz na internet…

Por via das dúvidas… Cuidado com o que você anda vendo por aí.

will-work-for-iphone.jpgEssa semana, queridos leitores, eu tive um daqueles momentos de insight.

Dois, na verdade.

O primeiro momento, de fato, não interessa a vocês. É sentimental. Depois eu mudo o nome da minha “coluna” e compartilho. Eu abro meu coração e descrevo todos os meus problemas relativos a relacionamentos e falo sobre como é importante sentir o que eu estou sentindo e toda essa emoção e snif, snif, snif, blá, blá, blá – BEM piegas.
Mas depois. Agora não.

Meu segundo momento de insight foi quando eu percebi que, bem, eu sou muito, mas MUITO materialista.

Não que esse vá interessar a vocês… Mas continuem comigo.

Eu pensei um pouco, filosofei um pouco <mentira> pesquisei em livros de psicologia </mentira> e não cheguei a uma conclusão definitiva. Talvez nem todo mundo seja materialista, não sei. Ou talvez todos sejamos, alguns mais, alguns menos. O que é, é que ser materialista não é muito bom. Então eu não sou boa gente? Bem provável. Mas eu sou humilde, é verdade. Eu me refiro à minha coluna com aspas… Você veja. “Coluna”.

Uma coisa que é certa é que quem se preocupa muito com roupa e marca e celular e talicoisa, tá muito, mas muito perto de ser uma material girl. E eu não acho que seja um crime se apegar a algo que é útil e caro e que você ainda vai pagar pelos próximos anos junto da conta do celular. Pelo contrário. Nossas vidas vêm dependendo mais, a cada dia, de aparelinhos eletrônicos e, hoje, ter um computador ou um celular é extremamente importante (pelo menos pra quem sabe se hoje vai ter almoço). Tecnologia é imprecindível em alguns momentos: Quem se sente estranho quando esquece o celular em casa?… Pois é assim que você se dá conta de que nós nos apegamos bastante aos bens materiais.

AS PESSOAS, no geral, passaram a depender bastante de uns aparelhinhos. E celular, por exemplo, deixou de ser aquele negócio que os taxistas penduravam no cinto pra virar item de status, de ter estilo e de, simplesmente, adoração por parte dos geeks – os losers que não podem ver novidade tecnológica. Meu segundo insight, por acaso, apareceu quando eu fiquei sabendo do novo lançamento da Apple: O MacBook Air (O campo de distorção da realidade de Steve Jobs funciona totalmente comigo!). O notebook é tão fininho e bonito e moderno e funcional – ai, ai – que eu fiquei instantaneamente apegado a um bem que nem meu é – mantendo-se as devidas proporções de exagero, claro.

Eu comecei a pensar em até que ponto o que você tem, influencia em quem você é. Uma pesquisa recente indicou, por exemplo, que donos de Macs têm um incomum e elevado senso de superiodade – por exemplo. Então, pense comigo: o que muda na vida, na personalidade e no caráter de alguém que acabou de comprar um celular muito mais legal que o seu? Um amigo meu comprou um iPhone e ele disse que definitivamente é uma pessoa mais feliz. Em todos os sentidos, inclusive.

Mas sério mesmo: Que diferença o que nós temos faz no que nós somos?…

(Quarta-feira te pago os royalties, Mara Bianchetti.)

Eu, por exemplo, acabei de comprar um notebook muito legal e – tá, tá bom. Eu admito. O texto todo foi só pra dizer isso.

Não, é sério. Inclusão digital sucks.

Pode parecer bom à primeira vista. Pode parecer que disseminar um meio de comunicação de massa e desenvolvê-lo a ponto de torná-lo acessível a todas as faixas etárias e condições sociais é bom. Mas não, amigos, não é.

Primeiro que internet não é como televisão. Na internet você não é um telespectador que senta e assiste. Na internet, você cria, participa, inventa, publica. E para isso, você pode ter um blog, um fotolog, um video no youtube. Na pior das situações, você participa da internet tendo um perfil no orkut. Simples assim.

E simples assim, publicando seu perfil, duas fotos e um “about me”, você se comunica com o mundo. Você pode dizer o que quiser, para quem quiser, onde quer que essa pessoa esteja.

Isso, é verdade, faz da inclusão digital uma coisa muito, muito perigosa.

Veja esse blog, por exemplo. E veja esse video no youtube. E esse também. Por favor. Não deixe de ver. Você não vai se arrepender. Depois vai um pouco.

Ninguém diz que alguém é qualificado ou não pra participar da internet e falar pro mundo. Você mal precisa ler. Mal precisa escrever. E eu já vi casos de gente que não sabe entrar na internet e tem orkut. Todo mundo tem orkut! É por isso que eu saí.

Diversos dos piores crimes começam pela disseminação de idéias. Fora que o download ilegal de músicas e softwares aumenta proporcionalmente ao número de usuários de computadores. E usuários com menos nível social, sem preconceito, tendem a ter uma menor consciência do que é pirataria e do que não é.

Pelo mesmíssimo motivo – exceço de inclusão – eu não compro celular muito caro. Em dois, três meses, a menina que sentou do meu lado no ônibus vai ter um celular igual. Aí eu vou pensar: “legal!”. Uma semana depois, metade do vai ter um celular igual ao meu. Talvez um mais caro. Odeio celular a “1 reais” da Claro.

Isso sem falar do computador de cento e poucos dólares e da besteira que eu acho que isso é.

A partir de um limite, a inclusão digital começa a dar prejuízos milionários a empresas. Conceitos se perdem. Conceitos surgem.

E sério, isso me faz pensar: Escrever no 25 centavo é disseminar idéias pro mundo todo. Por que inferno eu me acho qualificado a esse ponto?

Inclusão digital sucks. É verdade.

Eu, pessoalmente, parei de fazer planos de ano novo na virada teórica do milênio, de 1999 pra 2000. Se eu estivesse vivo um segundo depois do “DOIS… UM… ZEROOO!!!”, já seria, sinceramente, muita coisa. Hoje eu acho isso tudo meio ridículo. Também porque eu não sei de onde as pessoas pessoas tiraram a idéia de que o mundo fosse acabar… É bem provável que Deus não pense como os humanos e se importe com números redondos de três zeros. Aparentemente, ele gosta mais dessas coisas inexatas, desse tipo de número “70 vezes 7” e dessa matemática mais avançada (me permitindo uma dessas brincadeiras que os nerd-geek-loser-dumb da física A-DO-RAM! (Eu também…)).
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Mas desconsideremos todas as discussões relacionadas aos meus comentários acima: “Como Deus Pensa”… “SE Deus Pensa”… “SE Deus Existe”… “Que Deus?”… “ANH?!”. Também porque não é o tipo de discussão com a qual eu me divirta, especialmente em decorrência da minha tendência inconsciente a fazer comentários acidentais e ofensivos aos evangélicos.

É só que eu não acho que planos pro “feliz ano novo” funcionem muito bem. Existe uma maldição pra esse tipo de coisa – aliás, a mesma maldição que faz dietas de segunda-feira e promessas de início de semestre não funcionarem. Existe uma maldição pra esse tipo de coisa e acho que ela tem a ver com esse negócio de um Deus inexato. Como uma dessas pessoas que passam anos estudando as leis da física, seus desdobramentos, aplicações e funcionalidades, eu posso te afirmar que NADA DISSO FUNCIONA. Essas leis freqüentemente se perdem nos infinitos elementos aleatórios do universo e, no fim, elas acabam se tornando bem mais restritas do que deviam. Mas considerando que é vácuo e que não tem atrito, por exemplo, elas servem pra algumas coisas, é verdade. Tipo colocar satélites e comunicação a longa distância e energia elétrica e luz… Elas são BEM restritas.

Nem sempre dois experimentos feitos exatamente sob as mesmas condições dão os mesmos resultados. São os fatores aleatórios… que alguns chamem de “sorte” ou “destino”… whatever. O fato é que os fatores aleatórios regram nossas vidas.

É só que as situações mudam, a vida muda, novidades aparecem e hábitos são perdidos. Tudo isso depende muito de condições aleatórias, de coincidências e de destino e todas essas coisas juntas é que farão seus planos não saírem como o esperado. “Previsões” então?! Há! Nunca funcionou e nunca funcionará. Tirando as profecias Maias, óbvio. Mas planos dão errado e expectativas e esperanças se acabam, aí vem decepção e sofrimento e blá, blá, blá. Vale mais fazer na hora, portanto. Meu conselho de ano novo pode ser esse, inclusive. Não faça planos, faça agora. Soa bem e sábio. Tipo um “não deixe pra fazer amanhã o que você pode fazer hoje”. Claro que eu deixo, mas… Planos parecem muito fáceis.

E o futuro não será, não se engane. Como eu já ouvi dizer: Nada fica mais fácil, fica só mais familiar. Quer dizer que seu futuro será tão familiar quanto mais você tiver aprendido do passado. Então: “Aprenda com o passado” e “não deixe pra fazer amanhã o que você pode fazer hoje”.

Acho que é isso.

PS. 1: Eu soo como uma mistura de Antônio Roberto e Nostradamus te dando aula de física básica… Legal!

PS.2: Acabei de ver que as previsões 2007 pro meu signo realmente funcionaram! MEU DEUS! O que que eu faço?! Escrevo outro texto?…