Posts Tagged ‘2008’

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Tentei tanto arrumar uma rima para dois mil e oito.

Mas o máximo que consegui chegar foi biscoito.

Péssimo.

Queria encontrar uma sinopse para 2008. Eu li o Googlando e compartilho a idéia de que previsões e superstições não determinam nada. Imaginem que na noite da virada, o vizinho da minha avó morreu. Se eu acreditasse em simbologias e agouros, não teria saído de casa nunca mais.

O negócio com a rima é que eu queria ter uma meta, vaga que seja, para esse ano. Afinal, ninguém sobe a âncora sem ao menos vislumbrar um local de chegada. Mesmo que estejamos de braços abertos para monstros marinhos imprevistos, é legal ter uma base de comparação. Ou pelo menos achar que temos.

Nesse começo de ano, peguei para ler um diário que eu fiz em 2004. Escrevi todos os dias, todos os 366 dias daquele ano. E logo no primeiro dia estava lá escrito o que eu queria daquele tempo, de verdade, com vontade. É legal chegar depois no dia 31 e perceber se o desejo foi realizado, ou se o próprio desejo mudou. Para isso tive que ler as imensas bobagens que eu escrevi. É tão engraçado, parece que a gente conversa com a gente mesma!

Taí, enquanto não descubro o que quero de 2008, vou fazer um diário. Desses bem bregas, só que sem o Querido Diário, que jah tenho 20 anos, ora pois!É isso aí, pelo menos posso fazer desse disso uma meta, enquanto não acho nenhuma melhor…Quem sabe um dia eu não fico famosa e publico?

Huahuahuahuahua!!!

Bem, pra fechar então nessa meta, vai um Top Threeeeee de Diários inspiradores:

1. O Diário de Anne Frank. Ele está sendo adaptado para um musical e Anne ainda será homenageada em Londres, no dia 27 de Janeiro, durante as comemorações do dia sobre o Holocausto.

2.Revolution 9 – livro baseado no diário de mesmo nome da nadadora Renata Agondi, que nesse ano completa 20 anos de falecimento. O documentário sobre ela, chamado “Renata”, de Rudá de Andrade, também é muito legal.

3. Blog do filme Blindless. Um diário, quase nada diário, mas que mantém o espírito de relato, do set de gravações do filme de Fernando Meirelles sobre a obra de José Saramago: O ensaio sobre a cegueira. Muito legal pra quem gosta de saber o que acontece durante um processo de criação cinematográfica

Galeraaa! Feliz Ano Novo! Que 2008 seja bem usado, termine gasto, até esburacado se for… mas que valha a pena cada segundo! Desculpem-me a ausência, mas as localidades em que me encontrei nesses últimos dias não me permitiram contatos imediato! Beijos pra vcs, 25ers (amei isso) e pra todos que leiam o 25!

Então, começou 2007. Fiz minha primeira compra com um cartão de crédito para comprar um bom presente de aniversário pra uma amiga. Assisti “Babel” no cinema e terminei meu namoro. Passei um tempo pra lá e pra cá, meio fechado e triste. Voltaram às aulas e acabaram as férias. Reli “Alta Fidelidade” e pintei o cabelo.

Fiz e passei na prova de seleção da TV da faculdade. Comecei a trabalhar e saí da academia. Vi “Borat”, “Pecados Íntimos” e “Maria Antonieta” no cinema. Conheci Leila Ferreira, Carlos Lindenberg e Moacyr Scliar. Ganhei chocolates. Fui ao teatro de graça e assisti a ótima peça “Suíte 1”.

Fiz desenhos e os dei de presente de aniversário. Depois fui ao teatro de graça de novo e assisti a também ótima “A Corda e o Livro” – chorei. Vi no cinema “Cheiro do Ralo” e “Elsa e Fred”, esse último com minha mãe. Uma amiga me escreveu “Você fez com que meus dias sem graça e sem jeito ficassem cheios de você”. Conversei com Mariana Peixoto. Li “O Princípe e o Mendigo” e raspei o cabelo.

Fiquei sem computador sete dias. Terminei o outro namoro. Vi “Shrek Terceiro” no cinema. Entrei de férias. Ri, bebi, dormi, sorri. Fui ao teatro e vi “Nessa Cidade” – também ótima e também de graça. Assisti “Os Simpsons – O Filme”. Fiz entrevista para outro emprego e assisti a peça “A Morte de DJ em Paris”. Li “A Cabala Prática” e pintei o cabelo.

Consegui o outro emprego. Entrei em pânico. Fui ao show do Cordel do Fogo Encantado e da Fantasmina. Bebi e chorei como nunca tinha chorado em toda a minha vida. Conversei, reclamei, fiz telefonemas nonsense. Fui ao Indie. Sacudi a poeira. Raspei o cabelo. Fiz duas tatuagens e comecei a escrever pro blog (do coração) 25centavo. Vi “Tropa de Elite”. Ganhei um DVD de clipes da Björk. Bebi absinto. Comprei um óculos. Voltei pra academia. Acabou 2007.

OBS: Ao contrário do que tenho escrito nesse nosso querido blog, como vocês puderam ler, esse texto não tem link, fotos e é bem pessoal. O negócio é mostrar que por mais dramáticas as situações possam parecer, no final elas não passam de lembranças. Lembranças de acontecimentos punks, que podem ter sido deliciosos ou terem te machucado, que te ensinaram algo e que podem ser resumidos em palavras – mas apenas lembranças. You live, you learn. Bom 2008, 25ers.

Eu, pessoalmente, parei de fazer planos de ano novo na virada teórica do milênio, de 1999 pra 2000. Se eu estivesse vivo um segundo depois do “DOIS… UM… ZEROOO!!!”, já seria, sinceramente, muita coisa. Hoje eu acho isso tudo meio ridículo. Também porque eu não sei de onde as pessoas pessoas tiraram a idéia de que o mundo fosse acabar… É bem provável que Deus não pense como os humanos e se importe com números redondos de três zeros. Aparentemente, ele gosta mais dessas coisas inexatas, desse tipo de número “70 vezes 7” e dessa matemática mais avançada (me permitindo uma dessas brincadeiras que os nerd-geek-loser-dumb da física A-DO-RAM! (Eu também…)).
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Mas desconsideremos todas as discussões relacionadas aos meus comentários acima: “Como Deus Pensa”… “SE Deus Pensa”… “SE Deus Existe”… “Que Deus?”… “ANH?!”. Também porque não é o tipo de discussão com a qual eu me divirta, especialmente em decorrência da minha tendência inconsciente a fazer comentários acidentais e ofensivos aos evangélicos.

É só que eu não acho que planos pro “feliz ano novo” funcionem muito bem. Existe uma maldição pra esse tipo de coisa – aliás, a mesma maldição que faz dietas de segunda-feira e promessas de início de semestre não funcionarem. Existe uma maldição pra esse tipo de coisa e acho que ela tem a ver com esse negócio de um Deus inexato. Como uma dessas pessoas que passam anos estudando as leis da física, seus desdobramentos, aplicações e funcionalidades, eu posso te afirmar que NADA DISSO FUNCIONA. Essas leis freqüentemente se perdem nos infinitos elementos aleatórios do universo e, no fim, elas acabam se tornando bem mais restritas do que deviam. Mas considerando que é vácuo e que não tem atrito, por exemplo, elas servem pra algumas coisas, é verdade. Tipo colocar satélites e comunicação a longa distância e energia elétrica e luz… Elas são BEM restritas.

Nem sempre dois experimentos feitos exatamente sob as mesmas condições dão os mesmos resultados. São os fatores aleatórios… que alguns chamem de “sorte” ou “destino”… whatever. O fato é que os fatores aleatórios regram nossas vidas.

É só que as situações mudam, a vida muda, novidades aparecem e hábitos são perdidos. Tudo isso depende muito de condições aleatórias, de coincidências e de destino e todas essas coisas juntas é que farão seus planos não saírem como o esperado. “Previsões” então?! Há! Nunca funcionou e nunca funcionará. Tirando as profecias Maias, óbvio. Mas planos dão errado e expectativas e esperanças se acabam, aí vem decepção e sofrimento e blá, blá, blá. Vale mais fazer na hora, portanto. Meu conselho de ano novo pode ser esse, inclusive. Não faça planos, faça agora. Soa bem e sábio. Tipo um “não deixe pra fazer amanhã o que você pode fazer hoje”. Claro que eu deixo, mas… Planos parecem muito fáceis.

E o futuro não será, não se engane. Como eu já ouvi dizer: Nada fica mais fácil, fica só mais familiar. Quer dizer que seu futuro será tão familiar quanto mais você tiver aprendido do passado. Então: “Aprenda com o passado” e “não deixe pra fazer amanhã o que você pode fazer hoje”.

Acho que é isso.

PS. 1: Eu soo como uma mistura de Antônio Roberto e Nostradamus te dando aula de física básica… Legal!

PS.2: Acabei de ver que as previsões 2007 pro meu signo realmente funcionaram! MEU DEUS! O que que eu faço?! Escrevo outro texto?…

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É dezembro. Mês do Natal, de férias, de presentes, comidas e aumento na balança. O centro parece ainda mais cheio, a cidade mais agitada e o trânsito engarrafado de um jeito que parece nunca acabar. As pessoas ficam mais amorosas e, ao mesmo tempo, mais estressadas. Tudo brilha na cidade. As luzes se multiplicam e as árvores também. O vermelho e o verde viram cores predominantes em qualquer lugar que se vá.

Será chegada a hora de fechar para balanço? Refletir sobre o ano que passou, pedir pelo que se aproxima, fazer planos? Ver o que valeu a pena, repetir em 2008 o que foi de positivo em 2007? Mudar o que foi negativo? Evoluir? Apagar o que ficou para trás, esquecer os problemas e o que não deu certo? Pedir perdão? Perdoar? Será?

Parece banal. Todo mundo acha que Natal é a época dos bons sentimentos, de se arrepender das atitudes negativas e deixar brotar dentro do peito a sementinha do amor. Eu não penso assim – não exatamente. O que acredito é que devemos ter esses tais bons sentimentos durante todo o ano (mesmo que vez ou outra, os maus também façam parte do nosso dia-a-dia). Mas não nego, acredito piamente na hipótese de que se não conseguimos expressar o que sentimos e o que almejamos durante o ano, o Natal é a oportunidade perfeita. Talvez pelo próprio espírito natalino, talvez pelas raízes religiosas que existem dentro de mim.

Falo isso não por sentir que preciso rever meus sentimentos, pedir perdão a alguém. Falo porque sinto. Sinto que, realmente, é chegada a hora de festejar. Festejar um ano abençoado que já está indo embora – o que é uma pena – e esperar que o próximo venha tão cheio de realizações quanto este. Desejar que 2008 seja mais positivo do que negativo, mais alegre do que triste, mais rosa do que azul… repleto de coisas boas!

2007 tinha tudo para ser escuro, um ano cheio de tristezas e mágoas dentro do coração. A começar pelo 7 – não sei porquê, tenho certa implicância com este número. E parece que para algumas pessoas, realmente foi assim: negro, nublado, cheinho de maus pensamentos e comportamentos. Para mim, talvez. 2007 começou ruim, piorou um pouco, mas acabou tomando um rumo completamente diferente. Fez-me conhecer pessoas novas, reaproximar das velhas, apaixonar por alguém incrivelmente especial. Fez-me perdoar e esquecer o que passou e, o melhor, seguir em frente.

Por isso, entro o último mês do ano de 2007 com a cabeça erguida, certa de que o melhor foi feito. Se foi triste, doloroso e até difícil ficar sem determinadas pessoas, foi gratificante aprender andar sozinha, lidar com meus erros e defeitos, perdoar alguém, me perdoar e acreditar, que em 2008, tudo poderá ser diferente. E para você também pode ser assim, basta querer. Fez de seu 2007 um poço de amarguras? Mude. Fizeram do seu ano algo para nunca mais lembrar? Apague. Errou, pisou na bola e quer mudar? Aproveite. Acha que fez tudo certo e, ainda assim, sente que não está 100%? Complete. Ainda dá tempo! Mas corra, pois 2008 está aí! Afinal, dezembro é o mês do Natal e de tantas coisas mais, inclusive, da esperança!

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O que você entende por indagar?Vá pensando… = Meu nome é Mara, sou estudante de jornalismo. Gosto muito de ler e escrever e a maioria dos meus textos falam sobre reflexões acerca da vida e o comportamento humano – mais precisamente dos que se assemelham aos meus. “Como assim, a Cíntia vai passar um tempo fora e me deixa uma coluna de auto-ajuda em seu lugar?”. Não é nada disso! A INDAGAÇÕES – aqui no 25centavo todas as quartas – servirá como um ponto de encontro daqueles internautas que se interessam pelas questões femininas, masculinas, animalescas, infantis, extraterrestres e tudo mais. Basta indagar e aguardar, que logo você se identificará com algo do universo em que vive.Ah sim, aos desavisados, vale lembrar: indagar significa perguntar, pesquisar, procurar descobrir. A função da nossa coluna? Indague!