Posts Tagged ‘amor’

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Incrível como não nos apaixonamos mais como antigamente. Olhares, carinhos, elogios, beijos, sentimentos e abraços não são mais os mesmo. Fácil demais dizer te amo, difícil amar verdadeiramente. Fácil demais dizer te amo, difícil ser fiel a todo momento. Fácil demais dizer te amo, difícil perdoar falhas. Fácil demais dizer te amo, difícil não ter nenhum interesse. Fácil e, ao mesmo tempo, difícil.

No próximo ano meus avós maternos completam 60 anos de casamento. 60 anos! Hoje meu avô com 85 anos de idade e minha avó com 76 relembram lucidamente, todo o processo de início de namoro, até as vésperas da comemoração das Bodas de Diamantes. Contam histórias, se emocionam, riem e concluem: “nosso amor foi para a vida toda”.

Incrível. Muitos dizem por aí que naquela época não se tinha prazer. Você começava a namorar e já era obrigado a casar. O casal não se conhecia. Pode até ser, mas diante disso, o sentimento parecia ser mais puro, mais incondicional, mais verdadeiro.

Beijos eram trocados sim, mas sem a literal impressão do desconhecido; os olhares não eram banais e nem se deixavam banalizar; os abraços não permitiam que se fosse apunhalado pelas costas; os elogios não eram dotados de falsidade; e os sentimentos, condicionados. Ah que vontade de ter vivido naquela época!

Casais já não se suportam logo na lua-de-mel. Pessoas banalizam todo e qualquer sentimento. Amigos não se comportam como amigos. Abraços, beijos e elogios são dotados de veneno… Que medo deste mundo no qual vivemos, que aliás, é o mesmo em que mês avós vivem. A diferença? Eles escolheram a melhor e verdadeira forma de amar.

Minha avó sempre fala que pessoas querendo nos desvirtuar sempre existirão, cabe a a nós fazermos a escolha certa, sermos leais e verdadeiros. Completo: falhas, tropeços e erros grotescos vão nos acompanhar sempre – faz parte do processo – basta sabermos lidar, saber agir e, porque não, perdoar.

“O homem nasce bom, a sociedade é que o perverte e corrompe”.

Jean-Jacques Rousseau

Será?

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Galera, perdão mas tive que postar um texto já publicado em meu antigo blog no dia 27/11/ 2006. É que as coisas aqui no estágio andam bem apertadas e acabei nem tendo muito tempo de parar para escrever algo pessoal. E além do mais, este texto tem tudo a ver com o momento, vai!!!

“¿Qué tendrá de real
esta locura?
¿Quien nos asegura
que esto es normal?
Y no me importa contarte
que ya perdí la mesura
que ya colgué mi armadura en tu portal.”

DREXLER, Jorge in Fusión 

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“Realmente eu não entendo essa vida. O que me deixa um pouquinhozinho mais tranquila é que minha consciência está sempre limpa e que eu me esforcei ao máximo pra tudo que eu já vivi dar certo, muitas vezes, como no último caso, além das minhas forças físicas e mentais. Esse negócio de viver intensamente é algo muito perigoso, e se essa for nossa escolha (e talvez nem seja uma escolha…) temos que estar prontas para a felicidade transcendental e para a tristeza que corta o peito. É difícil, ainda mais quando amamos o indeciso, o difícil, o quase inatingível. Ainda sim me arrisco a dizer que vale a pena… Mesmo pensando de vez em quando se eu tive pelo menos a metade de importância que o outro teve para mim e como me marcou… E será que daqui 30 anos serei lembrada? Não sei. É meio tristinho, mas acredito em algo maior que faz acontecer o que é melhor. Também acho que nunca devemos dizer que tudo acabou, que a história acabou… O mundo é movimento. Vivamos! Se não for hoje ou amanhã, pode ser ano que vem, daqui a 10 anos ou até nunca, não sabemos o que nos aguarda. Hoje de manhã pensei: Que merda! Esses covardes que deixam as raras pessoas que valem escapar… E um dia ão de se arrepender (ou não… mas não pense no ou não… o pensamento vingativo é necessário esporadicamente). Não perceberam que somos completas: bonitas, legais, engraçadonas, gostosas, selvagens e com um futuro intelectual grandioso. (É eu pensei isso tudo…). Mas como me disse uma amiga certa vez: um cara que queira te ter do lado precisa ter coragem porque você é muito. E replico essa afirmação. Até da vontade de falar: Tá, eu finjo que sou burra, estúpida e não faço piadas de cunho negro (barra) sexual. Mas as coisas não são assim… 

Sendo nunca finda a vida sofrida, VAMO QUE VAMO!”

Não, eu não escrevi esse texto. Mas é que nada mais cabe aqui no dia de hoje.

E sem mais delongas!

Verdades cantadas

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Conversa de brincadeira que ficou séria: eu e amigas selecionando as maiores verdade contidas em aguma canção. Primeiro pensei em algumas cujos títulos já são auto-explicativos, como “Love is a Losing Game” (Amy Winehouse). Mas bolei uma listinha pro blog. Eu fiquei um tempão pensando se publicava ou não – pois provavelmente vou lembrar de outras 50 daqui a pouco.

Pecado é Lhe Deixar de Molho (Tribalistas): A primeira frase da canção: “Falados os segredos calam”. Adoro essa. Acho tão verdadeira: sempre que algo até então escondido é exposto há um momento de silêncio – que serve pra coisas diferentes dependendo da pessoa.

Best Of You (Foo Fighters): “Você nasceu pra resistir ou ser abusado?”, pergunta a música. E o clipe ainda dá mais poder pra canção, com cenas muito bonitas de coisas delicadas ou agressivas.

Dindi (Tom Jobim): Mais pro final, ele fala para a amada “Ah, Dindi, se um dia você for embora, me leva contigo, Dindi”. É tão sincero. Essa é uma das mais simples e, porém, mais belas canções dele.

 All you need is love (The Beatles), All is Full of Love (Björk) e Real Love (John Lennon): As frases que dão título às duas primeiras canções são realmente poderosas e resumem muita coisa, não? No final das contas – como já foi discutido nesse blog – o que todos querem ter é amor. Mas muitos se esquecem que ele já está aí, em todo lugar. É preciso confiar. E a de John Leenon passa segurança: quando o amor é real, não existe medo nem solidão.

Links: Amy Winehouse cantando “Love is a Losing Game” aqui, Regina Spektor cantando “Real Love” aqui, clipe de “The Best Of You” (Foo Fighters) aqui, “Dindi” com Jobim e Gal Costa aqui, Björk aqui e Beatles aqui. 🙂

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A promessa de mudar de tema está oficialmente quebrada e enterrada. Em todos esses dias que fiquei sem postar, fiquei tentando encontrar algum outro assunto que coubesse aqui, e nada. Não dá. É querer negar a força que me impulsiona e me faz acreditar que a vida tenha, verdadeiramente, algum sentido.

Hoje, ouvindo a música “Amor é sempre amor”, versão de Jair Amorim para “As time goes by”, decidi que era hora de escrever. E nada melhor do que falar sobre o que talvez seja a coisa mais inerente à minha personalidade: esse romantismo que está em cada palavra ou gesto meu.

Sou escrava da crença de que o amor é um sentimento que pode sim, ser transmitido, irradiado, espalhado. Quando nos albergamos no coração de alguém, a partir daí, é simples. É só cuidarmos. Sabermos cuidar do nosso cristal.

Mas também sou daquelas que sonham alto. Bem alto. Que acham que um amor perfeito tem que ter Paris, neve e música ao fundo. Que querem viver um romance de filme e idealizam um príncipe encantado.

A cada vez que ouço os versos “Enquanto houver ciúme, enquanto houver perfume na vida de uma flor; enquanto houver nós dois, é sempre o amor”, tenho mais certeza de estou no caminho certo. Ainda existem pessoas que acreditam, que sentem, que amam. Ainda existe você. Eu. Nós dois.

 

magnoliaAbracei Magnólia. O calor regado pela fumaça dos veículos transmitiam o retorno para a casa.
Todos aguardavam ansiosos o último episódio da novela das 8, quem morreu, Paula ou Thaís? Quem matou?
Segurei forte a sua mão, sussurei alguma coisa carinhosa em seu ouvido e fomos caminhar um pouco. Passei pela Praça da Sé afim de pegar a última sessão do dia em alguma loja de eletrodomésticos ainda aberta. Estávamos perto do Natal, ou seria outra data comercial, ainda não sei, prefiro ser meu próprio relógio, quem governa é o coração.
As pessoas agem como se estivessem em um jogo de xadrez, movimentam-se com facilidade, e no final da noite sentam e dormem, satisfeitos pelo fato de terem preservado a rainha. A mulher é o futuro do homem. Minha doce, Magnólia.
Paro em frente à TV 29″ ainda ligada das Casas Bahia, o preço continua imbatível, mesmo não sabendo ler eu sei disso , de números eu entendo. Passei boa parte de minha vida por conta deles. O bonner e a fátima continuam formando um belo casal (diga-se dupla), suspiro com os lábios entreabertos, mas ainda distorcem suas fisionomias ao falar do terror que estamos acostumados a ver nos filmes. Morei em Hong Kong há três anos, aprendi a cantar em mandarim, a comer de pauzin e a pular com duas cordas, coisas que não são fáceis para um velho de 79 anos. Nasci no sertão nordestino, aprendi a andar com minha cachorra Baleia, saí de Itapioca para o mundo. São oito da noite e já fazem alguns dias que não coloco nada na boca, a não ser o mel que sai da boca de Magnólia. Ela respira por mim, faz do meu corpo um lance de chamas, um botão prestes a ser confortado por uma blusa de lã. Eu e ela sabemos que amar é demodê sim, mas quem se importa com tamanho descrédito para o que sentimos?
Andei pelas ruas, passo por um vira-lata, parecia estar perdido, faço um esforço para que ele ouça meus pensamentos, que saiba que alguém nesse mundo olha por e para ele. Magnólia o conhecia muito bem, já que o chamou pelo nome, mas ele mal pôde nos ver, pois tinha sobre os olhos uma camada branca, cicatrizada pelo tempo. Observamos seu caminhar macio sobre a calçada, passos cansados, sábios por percorrer tantas vezes o mesmo caminho. Ele pára em frente a uma estante de frangos assados de uma grande padaria, suor escorrendo, ainda dá pra ouvir a pele estourando e o barulho das engrenagens. Por ali ele permanece por várias horas, somos todos tele-espectadores do mesmo canal.
Resolvo voltar para casa, Magnólia foi fazer companhia para o amigo dos passos cansados. Voltei um pouco desolado, mas eu teria que voltar para casa, não aguentaria acompanhá-la por muito mais tempo….

 

Continua na próxima semana.
Esta parte da história foi baseada na letra da música Baader-meinhof Blues da Legião Urbana, por aqui.

Olá, eu sou o Braulio, escrevo aqui todas as terças.
O nome da minha coluna é EMUNDO, e vou tentar colocar aqui músicas, filmes, notícias que eu pego por aí traduzidos por alguns trocadilhos modernos. Viva la comunication.