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De uns dias pra cá, eu to com uma dor de cabeça son of a bitch. Meu humor tá uma maravilha, precisa ver.

Aliás, meu estado de saúde tem alguma conexão com os ares malignos da festa da carne… Ano passado, eu comemorei o carnaval assistindo Heroes, com o siso recém-retirado. Digo: sisoS… Dias em que a felicidade brilhava nos meus olhos… Ai, ai.

Mas aí eu fui ver essa notícia hoje. Comecei a pensar e… Bem, faz sentido. Vai ver que é isso. Minha cabeça tá doendo mais ou menos desde que eu to dormindo com o meu celular do lado. Faz sentido. Também porque meu sono, de uns tempos pra cá, não tem sido dos melhores…

Vou tirá-lo de perto e ver o que acontece.

E recomendo, tá? Muito por causa DISSO AQUI – que é verdade e não se fala mais nisso. Eu vi no Fantástico com aquele Doutor Bactéria que dá vergonha alheia na gente. Outra coisa é que… Bem, celular não causa câncer, mas… Sei lá. Por menor que seja a “ligação” entre os celulares e a doença (não, não foi um trocadilho), nunca é bom arriscar.

As pessoas sempre têm dessas coisas, né? Já ouvi dizerem que as televisões transformavam, aos poucos, pessoas em zumbis. E que os EUA monitoram absolutamente TUDO o que a gente faz na internet…

Por via das dúvidas… Cuidado com o que você anda vendo por aí.

will-work-for-iphone.jpgEssa semana, queridos leitores, eu tive um daqueles momentos de insight.

Dois, na verdade.

O primeiro momento, de fato, não interessa a vocês. É sentimental. Depois eu mudo o nome da minha “coluna” e compartilho. Eu abro meu coração e descrevo todos os meus problemas relativos a relacionamentos e falo sobre como é importante sentir o que eu estou sentindo e toda essa emoção e snif, snif, snif, blá, blá, blá – BEM piegas.
Mas depois. Agora não.

Meu segundo momento de insight foi quando eu percebi que, bem, eu sou muito, mas MUITO materialista.

Não que esse vá interessar a vocês… Mas continuem comigo.

Eu pensei um pouco, filosofei um pouco <mentira> pesquisei em livros de psicologia </mentira> e não cheguei a uma conclusão definitiva. Talvez nem todo mundo seja materialista, não sei. Ou talvez todos sejamos, alguns mais, alguns menos. O que é, é que ser materialista não é muito bom. Então eu não sou boa gente? Bem provável. Mas eu sou humilde, é verdade. Eu me refiro à minha coluna com aspas… Você veja. “Coluna”.

Uma coisa que é certa é que quem se preocupa muito com roupa e marca e celular e talicoisa, tá muito, mas muito perto de ser uma material girl. E eu não acho que seja um crime se apegar a algo que é útil e caro e que você ainda vai pagar pelos próximos anos junto da conta do celular. Pelo contrário. Nossas vidas vêm dependendo mais, a cada dia, de aparelinhos eletrônicos e, hoje, ter um computador ou um celular é extremamente importante (pelo menos pra quem sabe se hoje vai ter almoço). Tecnologia é imprecindível em alguns momentos: Quem se sente estranho quando esquece o celular em casa?… Pois é assim que você se dá conta de que nós nos apegamos bastante aos bens materiais.

AS PESSOAS, no geral, passaram a depender bastante de uns aparelhinhos. E celular, por exemplo, deixou de ser aquele negócio que os taxistas penduravam no cinto pra virar item de status, de ter estilo e de, simplesmente, adoração por parte dos geeks – os losers que não podem ver novidade tecnológica. Meu segundo insight, por acaso, apareceu quando eu fiquei sabendo do novo lançamento da Apple: O MacBook Air (O campo de distorção da realidade de Steve Jobs funciona totalmente comigo!). O notebook é tão fininho e bonito e moderno e funcional – ai, ai – que eu fiquei instantaneamente apegado a um bem que nem meu é – mantendo-se as devidas proporções de exagero, claro.

Eu comecei a pensar em até que ponto o que você tem, influencia em quem você é. Uma pesquisa recente indicou, por exemplo, que donos de Macs têm um incomum e elevado senso de superiodade – por exemplo. Então, pense comigo: o que muda na vida, na personalidade e no caráter de alguém que acabou de comprar um celular muito mais legal que o seu? Um amigo meu comprou um iPhone e ele disse que definitivamente é uma pessoa mais feliz. Em todos os sentidos, inclusive.

Mas sério mesmo: Que diferença o que nós temos faz no que nós somos?…

(Quarta-feira te pago os royalties, Mara Bianchetti.)

Eu, por exemplo, acabei de comprar um notebook muito legal e – tá, tá bom. Eu admito. O texto todo foi só pra dizer isso.