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Você já viu “Juno”? Se não, desliga esse computador agora e vá ao cinema. Tá, Ellen Page foi indicada ao Oscar de melhor atriz. É, Diablo Cody ganhou o Oscar de roteiro original. Mas esqueça isso, pois não existe competição quando o assunto é arte, certo?

Juno é o nome de uma adolescente que engravida de sua paixonite Paulie e, com a ajuda de sua melhor amiga e o apoio de seus pais, resolve seguir com a gravidez e dar o bebê para adoção. Assim, ela conhece Vanessa e Mark, dispostos a adotar seu filho.

Pra começar a explicar porque gostei do filme: releia a sinopse. Juno não é burra, não quer se matar e não quer ser popular no colégio. Isso é revolucionário para um filme americano sobre uma adolescente. Segundo que a trilha sonora é ótima: tem Velvet Underground, Sonic Youth, Belle and Sebastian, Buddy Holly, Moldy Peaches e The Kinks. Terceiro que o filme mistura muito bem a seriedade da situação com algumas piadas ótimas – e eu nem ouso exemplificar pra não perder a graça.

“Juno” é sobre lidar com coisas que estão além do seu grau de maturidade. “Juno” é sobre esperança na humanidade. “Juno” é sobre o lado bom das coisas ruins. “Juno” é sobre os vários tipos de amor que existem.

PS: Leve Tic-Tacs de laranja pro cinema. Sério.


Sim, o cinema é uma máquina de lucros quando estamos falando daquele que é feito em Hollywood. Mas no meio de moças como Hillary Duff e Lindsey Lohan a gente ainda acha gente como Natalie Portman e Scarlett Johanson – que são lindas, mas também talentosas e preocupadas, acima de tudo, com a atuação.

Vamos para o outro lado agora. Do lado dos homens também estamos cansados de assistir “o melhor ator de todos os tempos” surgir toda hora. Poucos se mantêm com esse status (por favor, basta olhar para Adrien Brody e Jamie Foxx). Mas (felizmente?) a regra também é a mesma aqui: os moços que lideram as listas de mais sexys também são talentosos – pelo menos é o caso de Brad Pitt, George Clooney, Leonardo DiCaprio, e Johnny Depp. E vou falar dele hoje.
Ele, sem dúvidas, é o maior responsável pelo estrondoso sucesso da franquia “Piratas do Caribe”. Capitão Jack Sparrow é um dos personagens mais engraçados e peculiares do cinema – mas não da carreira de Depp, que também criou uma persona adoravelmente bizarra em “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, “Edward Mãos de Tesoura” e “A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça”. Brilhante em dramas como “Em Busca da Terra do Nunca” e “Chocolate”.

Eu revi “Platoon” só por causa dos 5 segundos que ele aparece. “Donnie Brasco” é um ótimo filme contemporâneo sobre máfia e “Ed Wood” também é ótimo. “Noiva Cadáver” é uma gracinha e “O Libertino” é… bom, outros adjetivos.

Tudo isso foi apenas pra dizer que eu já não agüento mais de euforia e vontade de assistir seu novo filme. Não porque ele é lindo, não porque é do Tim Burton, não porque é um musical – mas um pouco de cada coisa. Estou na contagem regressiva pra estréia de “Sweeney Todd”. Quem quer se juntar a mim?

Menina, acabei de chegar da rua, conversei com o Nascimento e ele falou que o 38 tá na mão.
Paraaaaa tudo e chama a Nasa, como que você conseguiu essa brecha?
Tão comercializando lá na 25, tão vendendo casado com o Tropa de Elite IV…
Mas ta baleada?
Não, acabou de sair da máquina de costura.

Ha, você sabe se tem 44, eu comi um tropeiro ontem menina, que virou a tropa da cEluLITE…

Capitão NascimentoHá glória no filme do diretor José Padilha, Tropa de Elite, considerado o filme brasileiro do ano. Mas porque não o colocar na hall da fama dos filmes hollywoodianos? Justamente porque ninguém discute a saga do Frodo e o anel numa mesa de bar pitando um cigarrinho em círculos, ninguém sai de Matrix se sentindo culpado pela guerra para se livrar do domínio das máquinas e da inteligência artificial, ou muito menos saímos das salas de cinema cantando com os coleguinhas da Highschool aquela música inesquecível do filme:
“Sai da frente,
Lá vem eles minha gente
Agora o chumbo é quente
Eles têm toda a razão (ha, ha, ha!)”.

Pois no Brasil, a ficção não é nada mais do que a encenação do que o jornal não pode mostrar ou do que foi censurado nas novelas. De início, o longa que seria um documentário, só veio a cabeça do diretor José Padilha ao perceber que o conteúdo do livro Elite da Tropa só sairia do papel se fosse encenado, já que pra obter testemunhos daquela grandeza, custaria não só vidas, como patrocínios. Diga-se logo de passagem, que os filmes brasileiros são bem filmados, gastam-se milhões, são patrocinados por leis de incentivos provindas de nossos impostos, e possuem bons atores e atrizes (recém formados nas novelas da Globo) que agradam com personagens que dançam em nossos viver limitado de perfis humanos. Incomodança.
Filmes como Cidade de Deus, Tropa de Elite, Olga, Ilha das Flores, O Homem Do Ano têm a cara do Brasil, lavada e com a barba feita.
E dizem que quando o trem é bom mesmo, cai na boca do povo. E como caiu. Os uniformes do BOPE estão saindo mais que brinco da Jade na época da novela O Clone e maiô engana-mamãe do vestuário da Bebel em Paraíso Tropical. Tragam as caveiras, tragam bacias, tragam algemas, Tropa de Elite virou até fetiche!
A polêmica envolvendo a pirataria do filme nem atrapalhou a exaltação daqueles que preferiram ir ao cinema, gastar o seu dinheirinho, às vezes dando até pra sacrificar com uma pipoquinha, porque ver Tropa de Elite vale a pena! Não que eu tenha preguiça de ler, livros fazem mal para o coração, o legal é ver o sangue escorrer, a bala se desintegrar no corpo alheio, o grito ecoar. E pum, é como se mascássemos o mesmo chiclete por dias e dias na vontade dele acabar, é a necessidade de espremer uma laranja por dia.
Mas e aí, já viu o dois? Não? Estava eu na porta de uma boate, quando olho pra um camelô e estão vendendo não apenas o 2 (a continuação), como o 3 (o retorno) e o 4 (Jason Lives), pois aí está, apesar de coçar a mão e quase sair de lá com os 3 por 15 reais, resolvi antes pesquisar sobre a filmografia.
Na verdade, não se trata de continuações, mas sim de outros filmes, colagens, documentários…
– A “versão 2” por eles comercializada é o documentário Notícias de uma Guerra Particular, do cineasta João Moreira Salles;
– A “versão 3” é apenas uma colagem de vídeos de operações policiais em favelas, principalmente em Niterói;
– A “versão 4” é o filme Quase Dois Irmãos, de Lúcia Murat, com Caco Ciocler no elenco.
Ouvi falar que um homem se suicidou em uma sala de cinema no Recife ao assistir o filme – sentiu o peso da culpa playboy? Eu acredito na idéia de que o Capitão Nascimento, como discípulo de Kant, nada mais é que o futuro da solucionática no plenário. É preciso ter força, é precido ter raça, é preciso ter gana sempre. Assoe e nariz, seja cara-de-pau e não se preocupe com o futuro do país, as melhores árvores que conheci não sabiam o que queriam fazer da vida aos 70 anos de idade.
Em uma entrevista realizada pela revista Veja, 52% dos entrevistados consideraramm o Capitão Nascimento um Herói. Mas em uma era de super-heróis, super-poderes, isso muda alguma coisa? Os heróis brasileiros tem três escolhas: ou ele se corrompe, ou se omite ou vai para a guerra. De bombeiros a bombados, por aqui eles têm vez.
Analogicamente, falar que José Padilha quis defender o BOPE utilizando o macunaíma carioca Capitão Nascimento é o mesmo que dizer que Copolla procurou reconstruir a imagem da máfia italiana em O Poderoso Chefão.
Para ser herói, deve-se acima de tudo:
1. conhecer;
2. motivar-se ou desejar ocupar aquele lugar;
3. ser humilde, mostrando-se um projeto sempre aberto a mais aprendizagens (projeto em devir);
4. ser audacioso (ser da coragem).
5. fazer por merecer
E o prêmio herói metido a vilão brasuca vai para…estão no páreo com o capitão Nascimento: Dom Gerônimo da A Muralha, Laura de Celebridades, o pica-pau, o Sílvio Santos e o Gizmo (dos Gremlins).
E como diz o personagem de Samuel L. Jackson em “Corpo Fechado”: “Por trás de todo grande herói, existe um grande vilão. Não existe um herói sem um vilão”. E pra render o pensamento, com muito fermento debaixo do braço, uma certeza: de médico herói e vilão louco, todo mundo tem um pouco. E ponto final.