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Acredite, nem tudo que é bom, é intrínseco ao bem. Assim como ninguém é todo bom ou todo ruim. Somos o meio termo de todo e qualquer parâmetro. O que vale são as circunstâncias. Eu sempre gostei da sensação de limpar o ouvido usando cotonetes, por exemplo. Mas meu otorrino me falou que a melhor forma de limpar o canal auditivo é com o cotovelo. Com o cotovelo? Ou seja, mais fácil lamber o pomo-de-adão. Mas certos prazeres são impagáveis, mesmo nos custando a integridade física e mental. A decisão que nos cabe é de saber lidar com os excessos, é ter a quase certeza de que o que seja eterno enquanto dure… Dure muito.

É assim quando queremos prolongar alguns prazeres. Do tipo, ficar lambendo a tampa do iogurte ou furar a bundinha do Yakult para restringir a vazão. Ou mesmo andar a 10km/h em uma rodovia beira mar. É a vontade que dá de apertar o “slow-down” do controle do aparelho de DVD (hoje em dia na própria TV digital) quando a cena deve ser apreciada nos mais íntimos detalhes.

O site LiveScience listou 10 coisas (legais ou não) que não fazem parte de uma “receita para uma vida melhor”, mas que curtem um efeito positivo para a sua saúde, a longo ou curto prazos, embasado em estudos científicos. A maconha, por exemplo, que frequentemente está associada a perda de memória, ironicamente está sendo estudada em casos para recuperação da mesma em portadores do mal de Alzheimer. Segundo pesquisas, a cerveja é boa para o coração, o LSD te faz parar de beber, café é bom para diabetes e o sol para asmáticos. É o Ying e Yang do consumo. Ficamos à mercê dos riscos ao tentar abraçar o bem o mal, já que ambos coexistem em uma parte pelo todo. E se beber em excesso é ruim, amar também. E mesmo sendo o último dos românticos, eu sugiro que tome um copo de água com açúcar. Ou tome uma limonada suíça. Como disse o Lucas no sábado, faça uma limonada com os limões que a vida te dá só caso você queira tomar limonada, eu prefiro incrementar alguns ingredientes.

Agora vamos à minha receita de limonada suíça.

INGREDIENTES:

  • 3 limões
  • Leite condensado a gosto
  • Gelo
  • Água ou soda limonada a gosto aproximadamente uns 3 copos

MODO DE PREPARO:

  1. Lave os limões e corte-os em 4 partes mantendo a casca.
  2. Bata tudo no liquidificador, coe e sirva em seguida.
  3. Por causa da casca não pode guardar este suco, pois pode amargar.

Além mundo, eu gosto de pinçar os pelos do bigode e do nariz e de tomar água do chuveiro (aerada). Arrot. E você, gosta de quê? Bonapetit.

A hipocrisia faz parte da noss avida

A hipocrisia faz parte do nosso dia-a-dia…

(Vista de cima de um grande teatro. As cortinas vermelhas se fecham enquanto o público se levanta e aplaude de pé. Todos estão sorrindo, entusiasmados):

– Viu como ele incorpora a música?

– Como toca bem…

– Que bonito! Parecia que estava em transe com a música!

– Artistas assim, de verdade, estão cada vez mais raros…

– Talento genuíno!!!

(Noite. Em volta de uma mesa retangular, uma família de classe média janta enquanto assiste televisão. No jornal, mais uma notícia sobre apreensão de drogas, dessa vez uma dona-de-casa de 54 anos, mãe de um ex-presidiário. A discussão na mesa começa.)

Mãe: – Uma mãe dessas, sabendo o que o filho faz, deveria ser presa…

Pai: – Esses drogados são tudo uns vagabundos. Querem tudo fácil, tudo na mão. Não adianta arrumar trabalho, dar estudo. Essa gente só sabe viver assim.

Filho: – Pai, mais tarde vou tomar uma cervejinha com uns amigos, me empresta o carro?

Pai: – Toma cuidado onde estaciona. (ele passa a chave para o filho). Perto de morro, não, que esses marginais não tão perdoando nem carro velho. Pra eles vale tudo pra sustentar o vício…

Mãe: -Ai, como tenho horror a drogas…

(nesse momento, na televisão, uma matéria sobre o show do dia anterior)

Mãe: – Como foi bom esse show…

Pai: – Taí coisa que não é pra qualquer um. Imagina um desses pivetes num concerto desses. Eles só sabem escutar funk!

Mãe: -É verdade…

(Uma sala branca silenciosa. Na porta, uma placa: Camarim. Não há ninguém, além do artista. Alguém bate na porta e ele responde “Já vai!”. Do bolso, tira um saquinho plástico com um pó branco. Espalha-o sobre a mesa e em um segundo aspira uma carreira de 10 cm. Passa a mão no nariz, na mesa: “Estou pronto” grita alto. Pega seu instrumento e dentro em instantes entra no palco, a platéia aplaudindo, as luzes piscando. Mais uma amostra de seu talento genuíno. Mais uma viagem alucinógena. A música que ele consegue fazer, ninguém acredita como é possível. E ele não pode decepcionar. Jamais. Afinal, é o seu trabalho. É pago para isso. Ele não pode decepcionar):
Mãe: -Isso é que é talento… Bem que o Jorginho podia tocar assim…

Ou é só pra aumentar a audiência do blog?