Posts Tagged ‘futuro’

Hoje, aqui, com total exclusividade pra você, querido leitor, eu começo uma série de posts sobre essas coisas tecnológicas que você DEVE saber pra… Não, não pra se dar bem com a mulherada… Não pra soar esperto… Não pra falar pra todo mundo que sabe – pode soar meio nerd. É só pra saber mesmo… Talvez te seja útil. Talvez não seja. Whatever. Mas “Toda informação é importante” – há-há-há. Tão tá.

Nessa parte 1, de sabe-se lá quantas (talvez só uma mesmo), eu venho falar sobre os Carros do Futuro.

x07cc_ch058.jpg

Esse negócio de aquecimento global e o diabo tem feito muita diferença no mundo, como um todo. Pra nós, pobres mortais do terceiro-mundo, tudo parece exatamente igual. Todo mundo sente calor 5 minutos depois de uma chuva daquelas, não chove mais em janeiro e sim em março e várias outras coisas terríveis e importantíssimas acontecem. No mundo globalizado dos negócios e da política, entretanto, decisões já estão sendo tomadas com base no que PODE vir a acontecer no mundo. Se alguma dessas decisões realmente fará diferença, bem, é outra história. Só o tempo dirá – pegou trocadilho?! ANH?!

Algumas dessas importantes decisões econômicas se referem a um dos principais culpados pela descarga de CO2 na atmosfera: os automóveis. 60% do petróleo produzido no mundo é usado pra mover automóveis, você veja. Milhões de dólares (ou bilhões, sei lá, pra mim dá no mesmo) têm sido investidos em pesquisas que visam reduzir o consumo de combustível e a emissão de poluentes pelos carros.

Isso tudo tem uma influência direta no que o mercado de automóveis virá a ser e – mais que isso – é um indício de como nossas vidas, enquanto consumidores, serão em alguns anos. Os projetos dos carros do futuro contornam, basicamente, a idéia de reduzir o uso do petróleo, que 1). É caro, 2). Acaba e 3(. Polui. Surgiram, então, projetos bastante aplicáveis de carros elétricos (que usam baterias parecidas com a do seu celular, que tem o problema de não durarem tanto, mas que podem ser, um tanto quanto teoricamente, recarregadas numa tomada) e híbridos (que usam, principalmente, baterias, mas que tem combustível pra quando ela descarrregar). O Prius, da Toyota, é um híbrido já em circulação em alguns países… Mas a maior parte dos carros elétricos e híbridos sendo desenvolvidos vem em, tipo, 2010.

Existem projetos de carros que usam hidrogênio como combustível, mas essa tecnologia não é completamente dominada e, em segunda instância, a instalação de “recargas” em postos é relativamente cara. Sairia água do seu cano de descarga, então, sim, essa parece ser a melhor solução – não pra tão cedo. Há, também, a idéia de usar a energia do sol… Mas não é tão simples quanto esquentar o chuveiro da sua casa, trust me. Carros gastam um pouco mais, o que torna a tecnologia economicamente inviável.

Combustíveis alternativos estão sendo desenvolvidos (tipo o tal do comentado Biodiesel) com o intuito de gerar menos poluentes… Mas aí nós esbarramos num problema: Isso tudo depende da indústria automobilística. E a indústria automobilística e a indústria do petróleo conversam bastante. Pesquisas andam devagar, é verdade. Esse povo do petróleo é famoso por mover céus, terras e ditadores islâmicos por dinheiro… Mas (sempre) tem gente séria trabalhando pra fazer um mundo melhor… Bonito.

Então os planos de carros, pro futuro, são esses. Carros Verdes… E não, estamos em 2008 e ninguém nem pensa em carros que voam. Século 21 sucks, eu sei.

Assim como eu, você também deve ter escutado algumas coisas sobre nanotecnologia… Mas até uns 3 dias atrás, eu sabia o básico. Eu sabia sobre os princípios, sobre a construção de estruturas pela manipulação individual dos átomos, nanotubos de carbono, coisas do tamanho de um bilhonésimo de metro e o diabo. Eu também sabia sobre algumas aplicações… Sobre a construção de semi-condutores, por exemplo. Eu ouvi sobre robozinhos pequenos o suficiente pra entrar numa artéria e retirar um coágulo ou destruir um vírus… Esse tipo de coisa. Mas nada do que eu jamais tivesse ouvido, é tão bizarro quanto ISSO.

É só um conceito, eu sei. Mesmo assim… MEEEDO! Muito medo. Não pelo que é, mas pelo que possibilita.

Aí fui procurar me informar… E a primeira notícia é que as coisas não são tão simples assim. Não é só criar um átomo, juntar mais 50 trilhões e fazer um celular incrível. Essas coisas acontecem devagar… Aprender a mover um átomo, individualmente, é coisa uma descoberta recente. Você veja. Alguns projetos estão sendo desenvolvidos, testados, comercializados, mas nada concreto e absolutamente revolucionário pode ser esperado pra, sei lá, julho de 2008. Além disso tudo, existe uma preocupação crescente relativa aos rejeitos da confecção dessas novas estruturas – são os nanopoluentes (o que a nanotecnologia também permite é a invenção de palavras muito toscas). Será um novo tipo de lixo, bastante perigoso, já que é pequeno o suficiente pra entrar em células, mudar suas estruturas e o escambal. Mas, no geral, os impactos ambientais do desenvolvimento de nano-qualquer-coisa são pequenos.

As aplicações da nanociência são muito amplas. Existem projetos em andamento pra melhoria das baterias e geradores de energia. E isso é absolutamente legal porque, bem, pense nos carros híbridos e no quão ecologicamente legais eles são. A nanotecnologia, além disso, poderia criar tecidos mais resistentes à sujeita, vidros de carros que nunca ficam sujos, sistemas de filtragem de ar e de água, resolverá problemas relativos a fome pela duplicação de alimentos… E eu já ouvi histórias sobre cientistas escrevendo a bíblia completa em objetos do tamanho da cabeça de um alfinete… Eu já ouvi sobre mudar o DNA de um inseto, fazendo com que seu organismo transforme o açúcar ingerido em biodisel. Quer dizer: Eu nem sei o que dizer!

Pesquisas indicam, entretanto, que dois terços dos americanos são contra a nanotecnologia… Os motivos, eu, sinceramente, não sei. Mas metade dos americanos são a favor da Guerra do Iraque!… O que inferno essas pessoas sabem?!

A Nanotecnologia mudará o mundo, mas não agora. O jeito, por enquanto, é tentar fazer alguma coisa com política mesmo. Ai, ai.

Chiquinho ScarpaQuanto vale você? Quando vale sua opinião? E quanto vale sua diversão? Todo mês (não me encaixo nessa rotina, mas deveria) orçamos os nossos gastos para o mês seguinte e sempre nos deparamos com a cortina das contenções. Afinal, onde devo enforcar os meus gastos?

Partindo do pressuposto do modelo capitalista, estamos então incumbidos de sermos onerados pelo nosso trabalho e partilhar nossos ganhos de acordo com nossas necessidades. Mas o que é necessário? Porque se algum dia tivéssemos todo o dinheiro do mundo, novas necessidades surgiriam e o supérfluo seria toda e qualquer coisa que não valesse seu saco de verdinhas, ou seja, nada material. Mas como 90% da população ainda têm que ralar para ser remunerado e partir para os festivais de consumo, caímos em um ciclo vicioso – TRABALHE/GANHE/GASTE/VIVA – onde a escassez de renda sempre terá (para nós consumidores) maior importância a de bens materiais. Pois enquanto houver o material (a produção) haverá um publicitário ou marketeiro a fim de gerar desejos fundados de suas necessidades.

Pois bem, e se após aquele orçamento do dia-a-dia observarmos que sobrou algum dinheiro (sim, estamos falando de dinheiro) para financiarmos o bem do próximo. Há aqueles que prefeririam investir na educação. Ou aqueles que recostruiriam o acabado por eles mesmos. Se você valorizasse o outro, com o seu ônus, quanto ele valeria? É um pouco complexo, mas se a máxima “ame ao próximo como assim mesmo” for colocada em pilhas capitalistas, amar a você mesmo é cuidar de suas necessidades (digo físicas e psicológicas), então nada mais justo do que dos 30% reservados ao lazer, 15% financiaria o bem estar alheio. Esse valor, é claro, não inclui aquela cerveja que você pagou para seu amigo ou mesmo aquelas despesas nas últimas férias coletivas. Falo no sentido de valorizar o próximo, não com valores dito “humanos” (auto-confiança, liberdade, instrução), mas valores pagos, digo casa engraçada, comida junky, e roupa da moda. Afinal, não estamos acostumados a nos divertir sozinhos, lazer é companhia, é estar em sociedade. É claro que isso tudo é apenas uma teoria a ser praticada pelos meus futuros netos. Não bastasse o aumento da energia e do preço do pãozinho. Aff.