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Ela disse que ele disse que ela disse.Você não viu, não escutou, não pegou, não cheirou, não sentiu.Vem então a fé! Primeiro, temos os nossos queridos e grandes contadores de causos: a caixinha mágica em cima da estante, os estandartes nas bancas.

Aí de repente eles nos dizem que são mais confiáveis que o governo. Falam de uma pesquisa em nome estrangeiro. Não que ser mais confiável do que o governo seja lá grandes coisas, ainda mais no Brasil. Mas aí uma vozinha discreta, em meio a tantos www’s, alarma: não é bem assim! E aí? E quem não passeia por esses www’s? E quem ouviu de relance uma noticia tão empacotadinha e de fácil consumo???

De repente, não mais que de repente: outros burburinhos, tão céticos e práticos: Contra a pirataria!!! Milhares de empregos vão acabar com o fim das gravadoras!!! Artistas estão sendo pilhados por todos os lados!!! Ninguém mais está sobrevivendo de música!!! Mas um amigo hoje lembrou: qual foi a última gravadora que você ouviu falar que faliu? Foi por causa do MP3 ou por má administração???!!! E você já ouviu falar de “Pirataria Oficial”???

Então, eis que surge o inegável, o inquestionável, mestre Google! Afinal, quem mais é tão confiável e te dá uma passagem em todos (todos?) os pontos possíveis da grande teia mundial? Pois já que hoje é um dia especial – hoje Chuck Norris faz 68 anos!!! – – ta bom, essa brincadeira acho já ta meio velha, mas mesmo assim é legal – vá até o Google e digite “find Chuck Norris” e logo em seguida clique em “estou com sorte”. E então??? Em quem você confia???

istock_000002664920small.jpgNão sei de vocês, mas eu, pelo menos, tenho poucas memórias minhas fazendo pesquisa numa biblioteca. E de alguma forma, em 100% dessas poucas memórias, eu digitava o tema num computador amarelo claro, com um sistema mais lento que… (…sei lá!), e ia na estante TENTAR achar o livro com aqueles códigos de 35 caracteres, entre números, letras e símbolos muito especiais. A internet chegou à minha casa – eeeee – assim que as coisas no colégio começaram a ficar difíceis o suficiente a ponto de requererem pesquisa. (Requererem?).

Hoje em dia, nas madrugadas que antecedem as provas, pesquisando conceitos tão básicos que nem o livro da faculdade se dá ao trabalho de explicar, eu penso em como as pessoas faziam antigamente. O volume de informação ao qual eu tenho acesso a qualquer hora, em qualquer lugar, supera – com folga – qualquer mochila extremamente pesada de livros emprestados da biblioteca.

Pesquisar na internet é tão confortável que a gente, muitas vezes, nem se dá conta de que está, efetivamente, pesquisando… Até, claro, você se encontrar na situação em que me encontro… Depois de tardes e noites gastas, depois de um zilhão de páginas visitadas, de milhões de cadastros feitos… Eu concluo: O Google ficou burro pra mim. Ele não me entende mais. Eu o superei.

O que eu digito é muito complexo? “Projeto de extensor KVM”?

Será que tem livro disso na biblioteca?… Eu penso, puto.

O blog Strange Maps reúne fotos e desenhos de mapas de vários locais do planeta baseados em coisas diferentes. Ao ser questionado sobre o site, o dono (que insiste em permanecer no anonimato) conceitua o critério dos posts: apenas mapas que não encontraríamos em nenhum Atlas – o que deixa o leque bem aberto, não?

Olha só que divertido esse mapa feito por um artista plástico holandês com roupas em cima da cama. E esse aqui da Ásia em formado de cavalo – feito em 1581. E tem até esse cartun aqui, como mapa de uma cama – feito sob a perspectiva de um gato. É, Björk estava errada. 

Qualquer um que tiver um mapa curioso pode mandar pra lá. Achei a idéia boa e fiz um mapa do meu quarto com tags de atividades e coisas em cada local. Como ficaria o seu?

PS: E já que na (sensacional) coluna de ontem não falaram de Google, eu vou falar – mas é só uma coisinha: eles inauguraram essa semana o Blackle, um site de busca tal qual o Google, mas com o fundo preto – economizando pelo menos 14 watts por acesso. Ele faz parte da (ótima) moda de ser politicamente correto.