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Aproveitando o clima de falar da música em todo lugar, alguém viu que as ações da Apple caíram 16% nos últimos sete dias?! Eu falo isso, pois, há cerca de três meses elas estavam batendo recordes no mesmo dia que foi anunciada uma parceria da mega empresa (que é a fabricante do iMac, iPod e do iPhone, caso você more numa caverna e não saiba disso) com a maior cadeia de cafeterias do mundo, a Starbucks.

O plano é levar o termo cyber-café a um outro patamar: a Starbucks vai lançar um serviço em rede sem fio com a Apple e distribuirá milhões de músicas por meio de downloads. O cliente recebe um cartão resgatável com a “Song of the Day” (Canção do Dia) da loja virtual iTunes, e tem direito a uma música de cortesia selecionada pela Starbucks Entertaiment. Com isso, a rede de cafeterias vai distribuir cerca de 1,5 milhão de downloads por dia.

As gravadoras, que estão quebrando a cabeça pensando em maneiras de lucrar e combater a pirataria na internet, logo logo estarão entrando nessa também. Em breve você poderá comprar o single da sua banda favorita “com um acréscimo de dois dólares no seu capuccinno”!

Seria essa a próxima tendência? Pois, afinal, depois dos charmosos e pequenos cyber-cafés, os mega shoppings tem internet wireless, existem PCs no McDonald’s e agora a Starbucks é parceira da Apple. E qual seria o próximo acontecimento? Irá o Google comprar o Burguer King?!

Não, é sério. Inclusão digital sucks.

Pode parecer bom à primeira vista. Pode parecer que disseminar um meio de comunicação de massa e desenvolvê-lo a ponto de torná-lo acessível a todas as faixas etárias e condições sociais é bom. Mas não, amigos, não é.

Primeiro que internet não é como televisão. Na internet você não é um telespectador que senta e assiste. Na internet, você cria, participa, inventa, publica. E para isso, você pode ter um blog, um fotolog, um video no youtube. Na pior das situações, você participa da internet tendo um perfil no orkut. Simples assim.

E simples assim, publicando seu perfil, duas fotos e um “about me”, você se comunica com o mundo. Você pode dizer o que quiser, para quem quiser, onde quer que essa pessoa esteja.

Isso, é verdade, faz da inclusão digital uma coisa muito, muito perigosa.

Veja esse blog, por exemplo. E veja esse video no youtube. E esse também. Por favor. Não deixe de ver. Você não vai se arrepender. Depois vai um pouco.

Ninguém diz que alguém é qualificado ou não pra participar da internet e falar pro mundo. Você mal precisa ler. Mal precisa escrever. E eu já vi casos de gente que não sabe entrar na internet e tem orkut. Todo mundo tem orkut! É por isso que eu saí.

Diversos dos piores crimes começam pela disseminação de idéias. Fora que o download ilegal de músicas e softwares aumenta proporcionalmente ao número de usuários de computadores. E usuários com menos nível social, sem preconceito, tendem a ter uma menor consciência do que é pirataria e do que não é.

Pelo mesmíssimo motivo – exceço de inclusão – eu não compro celular muito caro. Em dois, três meses, a menina que sentou do meu lado no ônibus vai ter um celular igual. Aí eu vou pensar: “legal!”. Uma semana depois, metade do vai ter um celular igual ao meu. Talvez um mais caro. Odeio celular a “1 reais” da Claro.

Isso sem falar do computador de cento e poucos dólares e da besteira que eu acho que isso é.

A partir de um limite, a inclusão digital começa a dar prejuízos milionários a empresas. Conceitos se perdem. Conceitos surgem.

E sério, isso me faz pensar: Escrever no 25 centavo é disseminar idéias pro mundo todo. Por que inferno eu me acho qualificado a esse ponto?

Inclusão digital sucks. É verdade.

O blog Strange Maps reúne fotos e desenhos de mapas de vários locais do planeta baseados em coisas diferentes. Ao ser questionado sobre o site, o dono (que insiste em permanecer no anonimato) conceitua o critério dos posts: apenas mapas que não encontraríamos em nenhum Atlas – o que deixa o leque bem aberto, não?

Olha só que divertido esse mapa feito por um artista plástico holandês com roupas em cima da cama. E esse aqui da Ásia em formado de cavalo – feito em 1581. E tem até esse cartun aqui, como mapa de uma cama – feito sob a perspectiva de um gato. É, Björk estava errada. 

Qualquer um que tiver um mapa curioso pode mandar pra lá. Achei a idéia boa e fiz um mapa do meu quarto com tags de atividades e coisas em cada local. Como ficaria o seu?

PS: E já que na (sensacional) coluna de ontem não falaram de Google, eu vou falar – mas é só uma coisinha: eles inauguraram essa semana o Blackle, um site de busca tal qual o Google, mas com o fundo preto – economizando pelo menos 14 watts por acesso. Ele faz parte da (ótima) moda de ser politicamente correto.

 

Natalie Portman é uma das mulheres mais bonitas de todo o mundo (mesmo careca), uma excelente atriz (mesmo careca!) e, agora posso afirmar, dona de um gosto musical impecável – que provavelmente não mudaria caso ela estivesse careca.

A moça foi uma das escolhidas para fazer um coletânea beneficente que está sendo vendida no site iTunes desde o começo do mês. A renda será revertida para a Finca, uma entidade que promove empréstimos para empreendimentos de pessoas de baixa renda em diversos países. Entre os selecionados pela morena (ou loira, ou pink, ou careca) estão Antony & the Johnsons, Rogue Wave, The Shins, Sean Hayes e até o brasileiro Curumin – atualmente em turnê com a (supervalorizada) cantora Céu. Algumas músicas são exclusivas.

Incrível, não? Não basta ser ótima atriz e linda, tem ainda que ter consciência social? Puxa vida. Acho isso tão bacana. Olho ao redor e vejo um tanto de gente que pensa que faz bem pro mundo simplesmente pois não faz nada de errado. “Eu não roubo, eu não mato”. Como se isso fosse suficiente. Não fazer coisas ruins não é sinônimo de fazer coisa boa, certo? Bando de preguiçosos reativos. Bom, mas essa coluna nem era sobre isso. Voltemos às músicas…

Pensando que ela escolheu 16, não sei a ordem e quais exatamente, mas eu provavelmente incluiria na minha “Intervention”, “Open Your Eyes”, “Us”, “A Lack Of Color, “July”… Mas as perguntas são: você pagaria para baixar músicas? Nem pelo contexto social? Você gostou da seleção dela? E da minha? Qual seria a sua coletânea? Qual o sentido da vida?

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Sejamos sinceros…

É, é só um conselho. Sejamos sinceros. Não sejamos mal-educados, nem nada. Se estiver ruim E se te perguntarem, seja sincero. Talvez alguém chore, mas não será você. Beleza então.

E é assim que eu começo hoje: com um conselho que também resolve meu problema constante de fazer a introdução do post… Muito esperto, eu sei.

Eu venho dar uns conselhos mesmo. Tipo aquele “use filtro solar” do Pedro Bial… Tipo. Exceto que nada aqui, comigo, é poético. Nada. É só simples. E nada poético é simples. NADA SIMPLES É POÉTICO – ISSO foi poético! Rá-rá.

Exceto também que eu venho falar sobre serviços na internet e sobre como eles podem ser úteis pra você, que não quer saber o que inferno é um iPhone, que acha o Orkut o site mais legal do mundo e que tem um e-mail azul claro no Yahoo!.

Comecemos por aí então.

Use o GMail. É mais leve, mais simples, abre em todo lugar e tem uma espécie de MSN dentro. Muito bom.

Outra coisa é que você pode usar os aplicativos office do Google. Eles rodam da internet e, por isso, você não precisa baixar, nem instalar nada. Seus arquivos também ficam salvos na internet e isso quer dizer que você pode abrí-los em qualquer lugar, editar, imprimir e tal. Adicione, que várias pessoas, de computadores diferentes, podem editar o mesmo arquivo, ao mesmo tempo.

O Google também tem uma agenda e uma página personalizada, onde você pode colocar feeds de RSS… E RSS, você sabe, são alertas que você recebe de sites específicos. Pode ser de um site de notícia, de um site que mede a temperatura na sua cidade ou… como chama?… De um blog!

Um serviço relativamente recente é o de Micro-Blogging. Se o pneu do seu carro fura, você pode mandar UMA mensagem do celular pra todos os seus 200 amigos perguntando quem está perto de você e tem um step. Mas ninguém usa isso ainda. Se você trabalha em grupos grandes e precisa de ajuda pra gerenciar responsabilidades e prazos, clique aqui. E tem um site pra você aprender inglês, russo, alemão, francês, sueco, espanhol, italiano e japonês de grátis. Português também. Se você mora em Belo Horizonte e anda de ônibus, esse site pode lhe mais ser útil do que torcer pro trocador não esquecer de te avisar. O que eu acabei de escrever tem sentido?

Pra quem gosta de escutar um sonzinho no trabalho, tem uma espécie de Youtube, só que de músicas ao invés de vídeos. Tem também uma rádio que só toca músicas que você gosta e, se você assiste séries, pode ir no OrangoTag conversar com o povo que assiste também. Pode descobrir com qual celebridade você se parece, pode ter uma área de trabalho online e… tá bom. Cansei.

O que é, leitor, é que você pode fazer, absolutamente, TUDO online… E quer um conselho sobre isso?… Não faça.

Exagerado

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Meu Deus. São 22h38 e eu ainda não escrevi meu post.

Eu enrolei o dia todo. Eu tomei uma cerveja que me deu preguiça e enrolei o dia todo. Eu não escrevi meu post. E como a regra mestra vigente nesse blog é clara, agora, eu só tenho uma uma hora e vinte pra escrever meu post. A regra é clara! Damn it!

E… pois é. Tem coisa que eu acho exagero. É tipo quando você está naquela conversa com seus amigos e, de repente, você se dá conta de que: “NU! Meu amigos são estranhos”. É ruim. Acontece o tempo todo.

Também é estranho o tipo de coisa que aconteceu hoje. Eu estou andando no shopping, conversando, todo mundo bem, feliz pra caramba e – BUM! Eu vi um iPhone! A próxima coisa que eu me lembro é estar em casa triste porque estava sem bateria. Como assim? Como assim que o cara da loja deixa o iPhone sem bateria? COMO ASSIM?!

Eu saí correndo pra pegar o iPhone, eu fiquei indignado por estar sem bateria e, sinceramente, eu fiquei puto porque o maior gadget de todos os tempos acabou de chegar no Brasil e ninguém tava nem aí. São três coisas que eu acho exagero. Por exemplo.

Mas você veja. Um cara investe 55mil dólares e oito anos pra construir um simulador do boing 747 no quarto dele. E tem sempre um chinês que morre depois de passar uma semana jogando video-game. Ele tinha 150 quilos!.. Meu Deus!… Mas dó é o pior sentimento do mundo.
Eu gosto de ver essas pessoas loucas. É confortável pensar no que tem de pior que você por aí. Sempre dá certo. É como: “tudo bem, eu sou cego, surdo, mudo e não ando, mas olha aquele ali que, além disso tudo, é impotente! Coitado!”. Definitivamente, esse exemplo foi um exagero.

Um vício é um exagero. Mas quem é qualquer um pra julgar? E abre-se uma exceção quando o vício é muito chato. Tem gente vivendo próximo a mim que é viciado em MSN. Você veja. Mas é engraçado. É quando a pessoa não sabe mais o limiar entre o real e o virtual. É quando, às duas da manhã, você escuta o barulhinho de que alguém mandou uma mensagem pra ela, depois ouve uma risadinha e um comentário baixinho. É tipo a pessoa louca falando com o computador. E eu odeio risadas de MSN. E aquele emoticon padrão pra 🙂 tem cara de débil mental. uhauahauha

Já diagnosticaram, inclusive, a mania de certas pessoas de checarem o e-mail várias vezes por dia. É doença. Tem de tudo. O governo da China está preocupado com o relacionamento psicótico entre sua população e a internet – qual o problema dessas pessoas?

Mas o fato é que, quanto mais viciado você fica, menos exageradas as coisas parecem. Eu já não acho um absurdo pagar 2 mil e 500 reais num celular Nokia que faz absolutamente todas as coisas. Menos ainda num iPhone. E, definitivamente, pessoas que tem um iPod são mais legais… Já as que não acham iPods GRAAANDES coisas?… Tá. Eu sei, eu sei. Dó é o pior sentimento do mundo.

23h56… UAU.

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You all, everybody.

Essa semana, o maior ídolo dos geeks de todos os tempos liberou uma lista com as palavras mais pesquisadas no mundo.

E por “maior ídolo dos geeks“, não, eu não quero dizer Darth Vader ou Harry Potter ou Transformers ou Jeremias… Eu quero dizer “Google“!… Óbvio… olhe onde você está!… Foco.

Muito bem.

A lista das palavras mais pesquisadas no maior site de buscas da internet, absolutamente, diz muito sobre o que as pessoas estão fazendo no computador. E em resumo: pornografia. Ao contrário do que o seu pai acha, não ajuda nos estudos… É pornografia!.. É óbvio!.. Mas foco aqui.

A internet permite um certo conforto se vamos falar de privacidade. É o seu quarto, de noite, não vem na conta de telefone, não faz barulho e a menos que você realmente precise de alguma coisa BEEEM específica, não vem no seu cartão de crédito… É perfeito! É toda a privacidade que as pessoas precisavam pra poderem, finalmente, ser o que elas são. E vamos falar só um pouco dos problemas que isso pode causar… 310!… Você veja.

Nós todos sabemos o quanto o ser humano pode ser, digamos, em uma palavra: esquisito. No bom e no mau sentido. EXISTE bom e não peça explicações. E é porque, independentemente de qualquer coisa, os seres humanos também acabam sendo otimistas e pensam nas esquisitices boas que podem vir de alguém, que a vida se faz possível. Em outras palavras, pessoas têm segredos e relacionamentos se fazem possíveis. Agradeçamos.

O fato é que toda a história de privacidade e anonimato continua a causar altas confusões em tamanho família nessa aventura eletrizante. O governo brasileiro cansou de ter problemas com o Orkut e a Ciccarelli cansou de ter problemas com o Youtube – tudo bem que, nesse caso, o problema não foi com o que alguém fez escondido e sim o que alguém DEVIA fazer escondido.

Então, meus amigos: Se você tem segredos, esconda-os. Não os publique. Não faça um site ou tente compartilhar com as pessoas. Limpe seu Temporary Internet Files e não deixe ninguém descobrir. Guarde seu segredo pra você. Vamos fazer a vida possível, os relacionamentos possíveis.

…Ou algo do tipo. Eu sou péssimo com conselhos, eu sei. Mas eu também sou realista e não tem muito como eu aconselhar o leitor a não ter segredos. É besteira.

E o país que mais pesquisa SEXO na internet é?… EGITO!

Egito?