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“E se eu for o primeiro
a prever e poder desistir do que for dar errado? “

Rodrigo Amarante. O VELHO E O MOÇO

Estava eu correndo em direção a luz esmaecida pela neblina com as minhas pernas já adoecidas. Um sussuro ensudercedor: O FÊMUR. Passos gélidos. Eu tentando sair pelas janelas sem que ninguém pudesse me ver, mas o rastro de sangue denunciava minha fuga. Misericórdia! Ingeri meu doce predileto, sem afeto, com açúcar, tão brando como Maria. Pela fresta da janela, nem o vento costumeiro se via presente, talvez não o fosse mais necessário. O rádio relógio não fora tapeado dessa vez diante da recusa aos demandos do Deus Cronus. Eu me tornei um i deitado, surrado. Um pingo em forma de ponto.

Meu coração estava partido e eu atônito como se não esperasse o tombo do animal enfurecido ao saber que os pedaços que ficaram para trás não poderiam mais ser colados. Era de palha e acrílico barato o meu coração, amei de forma intransitiva as amazonas. O chão branco sorria e me abraçava como o chinelo que um dia calçou o meu pequeno grande pé. O último sonar do aparelho que estava ligado ao meu coração se misturou ao de duas crianças aos berros (aquele frio granulado de adrenalina) em alta velocidade em uma montanha russa. Um vai e volta, um sobe e desce. Uma vida nos trilhos.

O piscar desta vez não acompanhava o desenrolar de mais um sonho ruidoso, mas sim da transgressão vertical em quadrinhos de toda minha jornada, agora via que poucos souberam dançar ao meu modo e medo. Raios luminosos nessa hora calavam até mesmo o criado mudo.

Eu me enterrei nu sublimado por uma nuvem carregada de sonhos. Minha cama era uma piscina assimétrica.

Naquela hora, eu percebi que o engraçado da vida só nos aparece quando a pressão esbugalha os nossos olhos e as pupilas suam, em seguida o sal alivia o tropeço que nos leva até ao final da fila (quem rir por último…). Os últimos apenas rirão, eu preferi contar piadas.

Internet é mesmo uma maravilha.Não estou sempre por dentro das últimas novidades da grande teia, mas sei que qualquer dúvida que eu tiver o Mr. Google sempre me responde na maior das boas vontades.São tantos fóruns, comunidades, pessoas dispostas a partilhar conhecimentos…

É mágico! Assim, a pura realidade da aldeia global, onde todos se ajudam e coisa e tal!O sentimento de irmandade é tão grande que a gente nem estranha quando se depara com coisas desse tipo.

Opa! Peraí!!! Como assim uma pessoa vai ao Yahoo Respostas para pedir conselhos quanto a isso?Sem julgamentos, mas a mulher acaba de perder um filho. Lógico que o desespero nos leva a fazer coisas impensadas. Só que entrar no Yahoo Respostas e digitar “E agora perdi o bebê…” não parece o tipo de coisa irracional que se faça num momento desses.

O mais engraçado/trágico são as respostas, algumas pessoas tentam manter a naturalidade, querendo ajudar a desconhecida, outros meio que dão uma zoadinha…

A teia é de todos mesmo, e quem digita o que quer, acaba lendo o que não quer!

Momento Três Famosos da Moeda// Achei essa página do Yahoo Respostas enquanto procurava sobre as pessoas famosas que perderam seus bebês essa semana: Lilly Allen e Scheila Carvalho. E ainda tiveram os boatos de que a irmã da Britney Spears também teria sofrido um aborto, mas foi desmentido.

Que estranho né? Na mesma semana… Sempre fico pensando numa explicação cosmotrônica estrelar e catódica para esse tipo de coisa.

Já sei! Como na internet há espaço para tudo e todos, vou passar agora no Yahoo Respostas e perguntar: “Por que os famosos estão perdendo seus filhos?”…

 

Nossa, que trágico!

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Nesta semana, duas pessoas especiais fazem aniversário. Não estou aqui roubar nem para falar delas, mas não custa nada deixar meus votos de felicidade registrados. Afinal, são pessoas que eu sonhava em conhecer e que, em menos de um ano, tornaram-se essenciais em minha vida. São amigos de verdade, componentes da minha banda favorita.

Mas a indagação de hoje não se refere ao aniversário de amigos meus e sim a … POR QUE FESTEJAMOS NOSSOS ANIVERSÁRIOS? Você já deve ter lido por aí algum texto que fale sobre isso.  Eu mesma tentei lembrar um que li em determinada ocasião, procurei no Google como uma louca e não obtive sucesso. Por isso, deixo aberto aos anjos de guarda dos blogueiros esquecidos que se habilitarem em me ajudar. Quem lembrar primeiro, por favor, diga nos comentários!

Então está lançada a sorte, digo, a pergunta. Porque festejamos a data de nosso nascimento soprando velinhas, recebendo convidados, cortando o bolo e ganhando presentes? Hábito que perdura por anos, inicialmente, os parabéns não eram concedidos a todos, sabia? E olha que hoje, até cão ganha festinha no melhor estilo que você puder imaginar.

Cão tem festa, gente tem festa, empresa tem festa, cidade tem festa, tudo é motivo para comemorar quando o assunto é aniversário. A não ser que seja o aniversário de uma coisa ruim. Mas no caso, estamos falando do aniversário de nascimentos das pessoas e isso é uma coisa boa. Como você, que provavelmente teve festa de um aninho, de cinco e se for menina até de 15 – o que não é o meu caso (não, senhores engraçadinhos. Eu sou menina sim, é que não tive festa quando debutei, preferi ganhar dinheiro). Mas eu volto na questão abordada pelo autor (que eu não me lembro quem seja) do texto sobre comemorar ou não aniversários.

Veja bem: nascemos, crescemos e morremos. Certo? Essa é a lei natural da vida. Como todo começo tem um fim, como tudo o que sobe desce, como tudo que começa acaba, a nossa vida também um dia pára. E os aniversários são para quê então? Para nos guiar até a cova. Cruzes! Como isso soa fúnebre! Mas é a pura verdade. A cada aniversário, mais um ano de vida que se foi, menos um ano de vida para se viver. É melhor correr, o tempo está acabando.

[…] SAI DESSE CORPO QUE NÃO TE PERTENCE!

Ok, ok. A verdade é que eu não penso assim. Adoro comemorar aniversários, ir a festas de amigos, chamar todos para minhas comemorações. Sei que no final de tudo vem a morte, mas como boa espírita que sou, também sei que a morte não é fim de tudo, e sim, o começo! Então, ao invés de ficar pregando como o autor (repito: que eu não me lembro quem seja) do texto sobre comemorar ou não aniversários, é melhor que eu explicite a minha real concepção.

Acredito mesmo é que nossos aniversários devam ser comemorados com todo o fervor possível. Agradecendo pelas oportunidades, refletindo sobre as ações praticadas, pedindo pelos próximos e próximos anos que virão e… bebemorando com os (verdadeiros) amigos. Afinal, “a vida é para ser vivida”. Clichê? Que nada! Seja autêntico, faça à sua forma, seja feliz! E, caso seja seu aniversário, permita-se extravasar ainda mais!