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A apatia permanente das américas (tirando, claro, o nosso querido Estados Unidos) parece ser apenas resultado do desprezo da mídia pelo que acontece por essas bandas, onde o sol chega sempre mais tarde.

Mas não é que nesse ano de 2008 as coisas estão ficando cada vez mais quentes???

As páginas virtuais e reais estão vibrando com o que desde os primórdios dos tempos chama a atenção dos jornalistas/jornaleiros para o que realmente vende.

E o que é que vende mesmo?

Dramas familiares…

Intrigas entre vizinhos…

Declarações infelizes… 

E ainda dizem que a galera não gosta de política.  

Aff… nada de novo sob o sol!!!

Assim como eu, você também deve ter escutado algumas coisas sobre nanotecnologia… Mas até uns 3 dias atrás, eu sabia o básico. Eu sabia sobre os princípios, sobre a construção de estruturas pela manipulação individual dos átomos, nanotubos de carbono, coisas do tamanho de um bilhonésimo de metro e o diabo. Eu também sabia sobre algumas aplicações… Sobre a construção de semi-condutores, por exemplo. Eu ouvi sobre robozinhos pequenos o suficiente pra entrar numa artéria e retirar um coágulo ou destruir um vírus… Esse tipo de coisa. Mas nada do que eu jamais tivesse ouvido, é tão bizarro quanto ISSO.

É só um conceito, eu sei. Mesmo assim… MEEEDO! Muito medo. Não pelo que é, mas pelo que possibilita.

Aí fui procurar me informar… E a primeira notícia é que as coisas não são tão simples assim. Não é só criar um átomo, juntar mais 50 trilhões e fazer um celular incrível. Essas coisas acontecem devagar… Aprender a mover um átomo, individualmente, é coisa uma descoberta recente. Você veja. Alguns projetos estão sendo desenvolvidos, testados, comercializados, mas nada concreto e absolutamente revolucionário pode ser esperado pra, sei lá, julho de 2008. Além disso tudo, existe uma preocupação crescente relativa aos rejeitos da confecção dessas novas estruturas – são os nanopoluentes (o que a nanotecnologia também permite é a invenção de palavras muito toscas). Será um novo tipo de lixo, bastante perigoso, já que é pequeno o suficiente pra entrar em células, mudar suas estruturas e o escambal. Mas, no geral, os impactos ambientais do desenvolvimento de nano-qualquer-coisa são pequenos.

As aplicações da nanociência são muito amplas. Existem projetos em andamento pra melhoria das baterias e geradores de energia. E isso é absolutamente legal porque, bem, pense nos carros híbridos e no quão ecologicamente legais eles são. A nanotecnologia, além disso, poderia criar tecidos mais resistentes à sujeita, vidros de carros que nunca ficam sujos, sistemas de filtragem de ar e de água, resolverá problemas relativos a fome pela duplicação de alimentos… E eu já ouvi histórias sobre cientistas escrevendo a bíblia completa em objetos do tamanho da cabeça de um alfinete… Eu já ouvi sobre mudar o DNA de um inseto, fazendo com que seu organismo transforme o açúcar ingerido em biodisel. Quer dizer: Eu nem sei o que dizer!

Pesquisas indicam, entretanto, que dois terços dos americanos são contra a nanotecnologia… Os motivos, eu, sinceramente, não sei. Mas metade dos americanos são a favor da Guerra do Iraque!… O que inferno essas pessoas sabem?!

A Nanotecnologia mudará o mundo, mas não agora. O jeito, por enquanto, é tentar fazer alguma coisa com política mesmo. Ai, ai.


foto da seleção de 1950.

O Brasil é um país cheio de controvérsias, Meu Deus. Por um dia, os jornais pararam de falar da política corrupta, do leite adulterado, da tropa de elite, pra falar de futebol. Colocar brilho no olho do trabalhador que por um instante acredita que vai poder ver de perto os melhores times do mundo. Não é verdade, povo. Os jogos provavelmente vão ficar restritíssimos aos estrangeiros cheios de dólares – será que eles vêm?, que vão vir ver os jogos. Os possíveis investimentos que o país vai atrair possivelmente não vão cobrir nem um doze avos dos gastos que serão tirados dos cofres públicos. Os lucros jamais serão nossos.

 

Tem ainda a questão da floresta amazônica, já pensou se, aproveitando a entrada no país, os estrangeiros resolvem ocupar a amazônia e libertá-la do país, transformando-a num “território de todos”? (aqui, entende-se num território dos E.U.A). É uma possibilidade, sim.

 

O Brasil não é mais o país do futebol. Desde que nossas crianças perderam a esperança de um futuro digno, desde que elas pararam de sonhar em ser jogadores de futebol, desde que não é mais seguro sair de casa pra ir num campinho de várzea jogar bola, não tem mais essa história de país da bola não. Coisa do passado.

 

E se falam que a Copa ser aqui era um sonho de todo brasileiro, afirmo que é mentira. E olha que pelo menos 10 vezes ao ano eu ouço, numa narração emocionada do meu pai, a história da seleção que perdeu o título no maracanã, em 1950. Talvez seja sonho dele, meu pai, a oportunidade de refazer essa história. No entanto, o sonho da maioria do povo brasileiro é ter um prato de comida em casa todos os dias, direito a saúde e educação.

 

Quando falam que a Copa do mundo é nossa em 2014, não quer dizer que ela seja nossa, tipo minha e sua, não. Nossa quer dizer deles.

 

Será que daqui a sete anos vamos estar vivos pra saber?

 

Hoje o meu espaço chama sem açúcar…

 

Bráulio,


acrescente enrolada no meu perfil.


Rocha,


foi bom falar com vc!