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E veja só: dois posts depois, aqui estou eu de novo! Sem nenhuma idéia fantástica ou algum sonho erótico na cabeça. Mas, em dias como hoje, em que me dá uma vontade enorme de fugir, eu sempre me lembro que existe São Paulo, logo ali, me esperando. E eu sempre gosto de pegar esse email que recebi há uns três anos de um amigo muito querido (…) e ficar lendo e relendo, pra não me esquecer de tudo o que eu ainda tenho que fazer lá…

 

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“Meu verdadeiro sonho seria poder ser seu guia turístico em São Paulo e te mostrar todos os lugares que eu conheço lá, todas as esquinas que já passei lamentando por estar sozinho, e sempre querendo desfrutar de tudo que Sampa pode oferecer, com alguém.Poder passar contigo na esquina da Av. Ipiranga com a São João, e ver seus cines pornôs.Parque do ibirapuera, Rua Augusta e suas zonas, Av. Paulista, os milhares de shoppings, o play center, a Praça da Sé, a Estação da Luz, o Museu do Imigrante, do Ipiranga, a cidade universitária, poder passar de trem perto do rio Tietê e reclamar pra alguém do cheiro, poder comer uma batatinha no McDonald’s com você, ou que seja uma casquinha…Ir ao teatro popular do Sesi sem gastar nada, ou andar no centrão e compartilhar a maravilhosa vista do Banespão, ou ver os caras estressados gritando na BMF-bolsa de mercadorias e futuro.Poder brincar com alguém dentro do metrô, enquanto deu pane por causa da chuva e estamos parados dentro de um túnel a mais de meia hora.Ou senão, poder reclamar que bateram minha carteira na 25 demarço enquanto conversávamos distraídamente olhando as muambas e os chineses que sequer saem falar o português, e só se dar conta quando for pegar o metrozão e ver que não existe mais carteira.Poder entrar no Carrefour com alguém e depois de tanto ter andado, comer uma baguete recheada barata, pois não temos dinheiro nem pra McDonald’s mais, já que gastamos tudo no cinema, mesmo sendo quarta feira, que é mais barato. E, no fim de semana, ir ao Ibirapuera assistir a um belo show de graça, ou mesmo no Sesc interlagos, só pra aparecer no Bem Brasil.”

 

😉


Entrei na rua Augusta a 120 por hora,
Botei a turma do passeio pra fora,
Fiz curva em duas rodas sem usar a buzina,
Parei a quatro dedos da vitrine, legal,
Hey, hey Johnny,
Hey, hey Alfredo,
Quem é da nossa gang, não tem medo,
Meu carro não tem breque, nem tem luz, não tem buzina,
Tem três carburadores todos três envenenados,
Só pára na subida quando acaba a gasolina,
Só passa se estiver sinal fechado.

Rua Augusta (Hervê Cordovil)

sampa
foto por Braulio Barbosa

Bons amigos, não pude estar presente aqui no blog na semana passada pois fui guiado pelo êxodo rural que acomete este país desde a década de 60. Pois é, fui para São Paulo em busca de novas idiossincrasias. Tá, mas e daê? Lá por acaso não tem internet? Tem sim, mas com uma cidade daquele tamanho para desbravar, a começar do marco zero, eu me pergunto: como algumas pessoas convivem harmoniosamente com apenas alguns pés de alface e uma vaca leiteira? Então seguimos com cinco bons motivos para partir para o êxodo cultural, ops, rural.

Passado, presente e futuro.

Tá que eu não tenha feito a lição de casa tanto quanto eu deveria, mas eu sei valorizar uma arte bem feita, nem que seja de criança. São Paulo chega a ser um museu a céu aberto, por ter feito parte das raízes históricas e econômicas do país. Eu cheguei a conhecer desde a casa da Domitila de Castro ao cocho onde os bandeirantes faziam suas necessidades. Isso é cultura! Cinemas dão banho. A cada quadra ou até mesmo no metrô (Shopping da Estação Santa Cruz) você encontra ao menos umas 17 salas CINEMARK. Ah, e nós aqui, ainda suando para conseguir uma cadeira ajustável e com porto-copo. Igreja não é o meu forte (fato de eu ser espírita), mas eu me rendi ao palácio da Sé, a capelinha de José de Anchieta (um dos fundadores de São Paulo e dotado de espinhela caída) e umas outras 20 que eu conheci de andar pelo centro da cidade. Ah, e ande com um guia. Ou uma tia. Eles têm muitas histórias a contar.

Comunidade Japonesa (e mercados populares).

É claro que eles não estão intrínsecos, mas digamos que de cada dez camelôs com produtos orientais, 9 e meio são liderados por japoneses. São Paulo é a maior cidade japonesa fora do Japão. Nisseis, Sanseis, Canseis estão por todo lado e fazem da Liberdade um reduto para os orientais e amantes da cultura oriental. E eles são ágeis, inteligentes, comem yakisoba na 25 de março em meio a milhões de Nikes e Adidas pré-lançados, estão sempre sorrindo e não falam de boca cheia. Japoneses são como Tamagochis independentes. Eles conseguiram seu espaço e são a cara (principalmente os olhos) de São Paulo.

Better food, better mood.

Vocês sabem que aqui nessa coluna eu sempre acabo levando pro lado da comelança. Justamente porque comer é uma das necessidades básicas de todos os seres humanos, então é sim sempre um ponto fortíssimo para persuadir as pessoas. A fome gera o choro, a ansiedade (ou o contrário), o desejo, enfim o sono e a paz universal. E quando estamos frente a um imenso cardápio de restaurantes bacanas, padarias doceiras, dogs pós balada mais que recheados, brioches do Brás, beirutes gigantes e tudo o que você possa sonhar nas horas de fome intensa, não pensamos em nada a não ser engolir a saliva. Bon apetit.

Baladas Noite/Dia.

É, lá é assim que eles chamam a noite paulistana. Ou o que aqui para nós mineiros seria um “vamos invadir a la boate”. São Paulo tem as melhores baladas, não apenas pela estrutura, mas por abrigar as mais diversas tribos e tripulações em cavernas e becos onde jamais pensaríamos que uma barata pudesse defecar. Mas tudo utopicamente limpo e cheiroso, pelo menos nas primeiras horas. É justamente nos subúrbios e regiões imundanas da cidade que encontramos as melhores músicas, pessoas dançando na mesma frequência, como se estivessem no porão de casa. E o melhor, sempre dura até o sol raiar. Oba!

A garoa de programa.

Conhecida como “chuva do engana trouxa” ou coletivamente falando “a garoazinha de são paulo”, ela faz da cidade um pedaço de pão molhado ininterruptamente, o que pra quem quer sair andando pela cidade é péssimo, mas para quem sabe aproveitar é ótimo. Dos cinco dias que passei lá, quatro foram de garoa constante, madrugadas em banho maria, tardes no centro da cidade com a capa de chuva cobrindo o corpo. Mas a questão não é a chuva em si. Mas o clima fresco e o vento que sai das entranhas do metrô. A sensação de chegar em casa, cair na cama com o barulho da chuva estremecendo os tímpanos.

Tá, quem liga pra poluição e a violência da cidade se o legal é passar apenas alguns dias de nossas vidas por lá. Agora, para quem já está arrumando as malas e não pensou duas vezes em “é pra lá que eu vou”, pense no voltar. Nem que seja pra contar para seus amigos que “eu fui, gostei e um dia eu volto”.

Non ducor, duco.

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Now playing: Aqueduct – Hardcore Days & Softcore Nights
via FoxyTunes

Hugo Chávez a reconheceu

Hugo Cavalcanti foi vítima dela. E nós, com nosso pensamento “apenas mais um caso de bala perdida”, continuando a achar que “é isso mesmo”, “arma é defesa”, “veste a caveirinha”, “pede pra sair”, somos incentivadores e receptores dessa derrota contra a violência.

O último Hugo é só pra sacanear com o rebaixamento do Corinthians, he he he. O meio-campista integrou a equipe do São Paulo esse ano e se deu bem com o título, mesmo tendo ficado três jogos de fora, por ter xingado o juiz. O engraçado é que ele já foi artilheiro do Brasileirão pelo Corinthians. Não tem muito a ver não, mas é só pra lembrar que o mundo dá vooooltas… Uma derrota que esconde uma certeza de vitória em 2008. Afinal, o que importa é ganhar, não importa em que divisão, certo?