Posts Tagged ‘tempo’

 

Você perdeu tempo rolando essa imagem???  

Um estudioso das tecnologias da inteligência, com ares de Nostradamus por ter previsto em 1993 o que seria o Google e o Youtube, disse que o homem está começando a vivenciar o tempo como um ponto.

Se quando a oralidade era predominante na sociedade, a percepção do tempo poderia ser traduzida como uma elipse, com o desenvolvimento da escrita ela tornou-se linear.

Hoje, com a rede digital, a eficiência tem mais valor que a verdade. E como ninguém mais considera a existência dA Verdade, mas de semi-verdades, o contexto das informações nem sempre é tão importante.

 E o tempo?O tempo é um ponto.Ou um amontoado de pontos! Mário Quintana diria que o tempo é um ponto sim, mas de vista. “Velho é quem um dia é mais velho que a gente”. Mas pense na Lomomania, o que ela tem de velho?

Einstein disse que na quarta dimensão, o tempo é um ponto referencial, assim como a referência na segunda e na terceira dimensões são linhas e planos respectivamente. Existiriam vários planos e vários tempos para cada plano. Vários pontos de tempo coexistindo. Como a gente só percebe o tempo tridimensional, fica difícil pensar no tempo como um ponto. Mas a vivência dele está chegando. Não existe mais memória coletiva. Não existe mais espaço para enciclopédias.

A cada vivência, um mergulho num ponto sem começo nem fim. Num ponto infinito. Vários infinitos. Quais são seus infinitos?

É verdade que Marx nunca esteve numa fábrica?Li isso num livro hoje e por mais estranho que pareça, não duvidei. A falta de tempo leva a gente a fazer coisas absurdas. Talvez essa não tenha sido a principal causa do suposto ocorrido (ou não ocorrido), mas algo me faz pensar que deve ter influenciado. O Capital demorou mais de 20 anos para ser escrito. Mas talvez não tenha nada a ver. Talvez o tempo seja mesmo necessário para se desenvolver um pensamen (péééééééééééééééééééééé)

-Moço, moço (como se ainda pedissem meu RG no bar:) tá subindo?

– To, mas…

– Dá uma carona pra gente, por favor… A gente tem um seminário pra apresentar e…(estamos atrasadas porque deixamos tudo para a última hora, mas eu juro que eu não tive tempo antes)

Tudo bem, pode entrar.

– Licença… (droga, odeio ir na frente. tem que ter a obrigação de puxar conversa) Ai, ai… Muito obrigada por dar essa carona, você salvou a gente. Eu preciso muito ir bem nesse trabalho, pois ele vale metade dos pontos. (mentira, mas é que eu matei a prova e se for contar as faltas que tenho, já levei pau. só espero que o professor seja bonzinho). Mas pra onde você está indo mesmo? (e se você continuar dirigindo o carro e nunca parar? não sei, você está sorrindo demais, que estranho. a gente quase se jogou na frente do carro pra você parar, talvez você não quisesse nos levar e agora esteja pensando em algum tipo de tortura para compensar sua raiva por ter sido forçado a parar, talvez haja um grupo de amigos seus nos esperando em algum matagal, longe da cida (pééééééééééééééééééééé)

Faltam 32 minutos. Tão poucos. Tão pequenos. Passam tão rápido. A cada batida do meu coração o tempo passa. Ou eu morro, ou me atraso. “Seu coelho, seu coelho, espere”. Eu te entendo, cara Alice. A falta de tempo nos faz entrar nesse mundo não tão maravilhoso de fugas, malabarismos, atrocidades, respostas dúbias, perguntas sem respostas, erros, erros, err… (pééééééééééééééééééééé)

PAREM O MUNDO!

EU QUERO DESCER!

(por um tempo justo, sem a necessidade de entrar num foguete espacial)

 

 1- Como dizia Catula, hoje acordei com uma vontade de dar uma morrida…

2- Por quê, Manu?

1- Sabe aquela saudade que se sente de tudo o que ainda não se viu?

3- Ihh, papo nostálgico de novo não…

2- Não é nostalgia, Manola. Eu sei o que é isso. É como quando a gente é bem criança e acha que já somos velhas aos vinte.

1- Não sei, Dorinha. Pra mim é mais como se por algum erro cosmológico, astral e temporal eu nasci anos e anos depois do tempo em que deveria ter nascido.

3- Só porque você gosta de Blitz, Duran Duran e ABBA mesmo tendo nascido no final dos anos 80? Nada a ver… talvez seja só mau gosto mesmo…

2- Que mau gosto o quê, Manola. Qualquer um tem direito de gostar do que quiser.

3- Ta certo, Doris. Mas não sei porque é essa cisma de só gostar de coisa velha. Não gosto disso. Fica aquela coisa “nossos ídolos ainda são os mesmo e as aparências não enganam não…”.

2- Há! Ta aí você se contradizendo. Essa música que você tá cantando fez sucesso muito antes de você sequer pensar em nascer…

3- Eu sei. Mas é uma referência. Todo clássico é eterno.

2- Eterno até demais. Lembra dos Garotos da Rua de Trás? Tão de volta por aí… Assim como as Garotas Apimentadas.

1- Você tá querendo dizer que acha que os Garotos da Rua de Trás são um clássico, Dorinha?

2- Claro que é. Os Garotos da Rua de Trás vão ficar pra sempre nas memórias da minha infância, quando tudo era puro, e eles cantavam que o amor era tudo o que eles tinham para dar…

3- Sei bem de onde tiraram inspiração para essa música… e a pureza passava longe

1- O que dói mesmo é o que passou e o que eu nem tive chance de viver.

2- Manu, não fique assim… Por que você está sentindo isso? Aconteceu alguma coisa? Fala com a gente…

1- Ai gente! O tempo não volta. Ele só vai para frente. E o pior, eu nunca estive em Missouri.

3- Quanto mistério Manu! Fale logo o que é que tanto te perturba…

1- É que eu já fiz 21 anos………………………..