Posts Tagged ‘vida’

“Eu quero estar com você
Até nós sermos um só
Até meu corpo saber o seu de cor
Eu quero estar com você
Até jamais saciar
Até ninguém me querer
Até ninguém mais te olhar
Até a gente viver
Até poder sonhar

Eu quero estar com você
Até nem sermos mais sós
Até o amor não poder viver sem nós
Eu quero estar com você
Até teu rosto enrugar
Até envelhecer
Até não se acreditar
Até a gente morrer
Um sim cantar”
 

 Cláudio Nucci e Paulo César Pinheiro. EU QUERO ESTAR COM VOCÊ.

irmaoscoragem1.jpg

* Revolta com o desrespeito. Revolta com casos como este.

 

* Eu sempre gostei mais dos casais mais velhos, nas novelas. Até hoje não achei explicação pra isso.

*Hoje me perguntaram como seria a pessoa ideal pra mim, aquela com quem eu gostaria de passar o resto da vida. “Resto da vida…”. Eu nunca tinha parado pra pensar nisso de verdade. Daí descobri que eu sonho mesmo, formar um casal lindo e feliz, meu marido e eu, velhinhos. Até não se acreditar. (…)

É aquela vontade que dá quando você não quer que o momento passe, pois é. Vamos valorizar o slow motion. E hoje eu pego carona na tríplice da coluna da Carol “Três lados da moeda” e lanço três episódios em slow motion que me chamaram a atenção essa semana.

Aceitamos cartões.

monopoly.jpg

Saiu o Monopoly (versão americana do Banco Imobiliário) com Cartão de Débito Eletrônico! São as indústrias dos jogos de tabuleiro tentando acompanhar as cabecinhas em três dimensões da criançada. Que Nintendo Wii que nada, eu quero é um hotel na Morumbi e Interlagos à vista no cartão!

GIF ou GUIF?

Aquela arcaica forma de animar o seu website e que hoje sobrevive em alguns banners e sites pornôs agora tem um espaço próprio. É o GIFTUBE, você cadastra o seu .gif, coloca suas tags e pronto, o mundo todo vai poder utilizar o seu “videozinho”. E é bastante útil pra ficar rindo (eu recomendo a sessão de esportes) no trabalho, isso se a sua empresa bloqueou todo os sites “legais” para passar o tempo.

A nova propaganda da Kaiser.

Até que enfim arrumaram uma alternativa para tirar o baixinho do centro. Ninguém aguentava mais ver o bigodudo sendo disputado por loiras e morenas peitudas e ora ou outra aparecer em affairs virais com Karina Bach e dando selinho na Adriane Galisteu somando às capas CARAS, afinal, que marketing é esse que oferece cerveja para tias dondocudas. A nova campanha mostra a gelada, as loiras e os beicinhos com bigodinho de espuma tudo em slow motion, em quanto todo o resto do público continua em velocidade normal.
cameralenta.jpg
“Ué, que é isso?”, pergunta um dos rapazes no bar. “Ah, é que no Bar da Kaiser é assim: a mulherada toda em câmera lenta. Vai dizer que não fica mais gostoso?”, responde o amigo. Em seguida, um dos rapazes serve calmamente sua Kaiser, simulando o efeito de câmera lenta e quando seus amigos estranham ele logo esclarece “Vai dizer que não fica mais gostoso?”, diverte-se ele.

Nem a Gisele Bündchen conseguiu tal proeza.

Sexta-feira agora (25) tem encontro dos 25 no Graças a Deus – Black music sem contra-indicações man!, isso se a dor de dente da Mallu passar e ela voltar a tempo, Carol descer de pára-quedas e o Lucas acreditar que a sua vó vai continuar vivinha pelo menos por mais uns vinte anos… Semana que vem coloco o link com as fotos do encontro e conto como foi. Grande abraço hermanos e hermanas.

——

BlogBlogs.Com.Br

Então, começou 2007. Fiz minha primeira compra com um cartão de crédito para comprar um bom presente de aniversário pra uma amiga. Assisti “Babel” no cinema e terminei meu namoro. Passei um tempo pra lá e pra cá, meio fechado e triste. Voltaram às aulas e acabaram as férias. Reli “Alta Fidelidade” e pintei o cabelo.

Fiz e passei na prova de seleção da TV da faculdade. Comecei a trabalhar e saí da academia. Vi “Borat”, “Pecados Íntimos” e “Maria Antonieta” no cinema. Conheci Leila Ferreira, Carlos Lindenberg e Moacyr Scliar. Ganhei chocolates. Fui ao teatro de graça e assisti a ótima peça “Suíte 1”.

Fiz desenhos e os dei de presente de aniversário. Depois fui ao teatro de graça de novo e assisti a também ótima “A Corda e o Livro” – chorei. Vi no cinema “Cheiro do Ralo” e “Elsa e Fred”, esse último com minha mãe. Uma amiga me escreveu “Você fez com que meus dias sem graça e sem jeito ficassem cheios de você”. Conversei com Mariana Peixoto. Li “O Princípe e o Mendigo” e raspei o cabelo.

Fiquei sem computador sete dias. Terminei o outro namoro. Vi “Shrek Terceiro” no cinema. Entrei de férias. Ri, bebi, dormi, sorri. Fui ao teatro e vi “Nessa Cidade” – também ótima e também de graça. Assisti “Os Simpsons – O Filme”. Fiz entrevista para outro emprego e assisti a peça “A Morte de DJ em Paris”. Li “A Cabala Prática” e pintei o cabelo.

Consegui o outro emprego. Entrei em pânico. Fui ao show do Cordel do Fogo Encantado e da Fantasmina. Bebi e chorei como nunca tinha chorado em toda a minha vida. Conversei, reclamei, fiz telefonemas nonsense. Fui ao Indie. Sacudi a poeira. Raspei o cabelo. Fiz duas tatuagens e comecei a escrever pro blog (do coração) 25centavo. Vi “Tropa de Elite”. Ganhei um DVD de clipes da Björk. Bebi absinto. Comprei um óculos. Voltei pra academia. Acabou 2007.

OBS: Ao contrário do que tenho escrito nesse nosso querido blog, como vocês puderam ler, esse texto não tem link, fotos e é bem pessoal. O negócio é mostrar que por mais dramáticas as situações possam parecer, no final elas não passam de lembranças. Lembranças de acontecimentos punks, que podem ter sido deliciosos ou terem te machucado, que te ensinaram algo e que podem ser resumidos em palavras – mas apenas lembranças. You live, you learn. Bom 2008, 25ers.

Nunca fui muito fã de Turma da Mônica ou tirinhas japonesas de nenhum tipo. Posso afirmar com total certeza que minhas tiras favoritas são as que contam as aventuras de uma menina chamada Mafalda, as de um tal Calvin e seu tigre de estimação Haroldo e as de um melancólico garotinho chamado Charlie Brown. Francamente, quem nunca leu uma dessas? Quem nunca se viu em um destes personagens?

Para os desinformados, essa semana será lançado o livro “Schulz and Peanuts”, do jornalista David Michaelis. Essa é a primeira biografia do desenhista Charles Schulz, criador da turma do Snoopy, a ser lançada após a sua morte. Dizem que a história retrata o cartunista como um homem extremamente melancólico, o que fez com que a família, que desde o começo colaborou com informações e material para a obra, não gostasse do resultado.

Melancólico ou não – aliás, porque seria esse adjetivo pejorativo? – o fato é que o cara era genial. E quem descreve muito bem a inteligência de Schulz é o prórpio Bill Watterson (de Calvin & Hobbes), descrevendo tudo que via na obra dos Peanuts e sonhava em fazer também: “Os desenhos limpos e minimalistas, o humor sarcástico, a honestidade emocional inflexí­vel, os pensamentos de um animal de estimação, as crianças levadas a sério, as loucas fantasias!”.

Ser criança é muito complicado e poucos entendem ou lembram disso. De certa forma, acho que todos nós somos um pouco Schulz ou um pouco Charlie Brown (se é que eram pessoas diferentes). As três tirinhas que citei no primeiro parágrafo são um sucesso pois misturavam de forma singular inteligência e bom-humor – dois artigos que estão ficando muito raros.
E sobre a polêmica do livro, Watterson diz que “o senhor Michaelis realizou uma extraordinária investigação e escreveu um relato perceptivo e comovente da vida de Schulz”.

Quem ficou com vontade de ler levanta a mão!

Tudo tem um começo.

Bozo, meu amigo esdrúxuloOlá jornaleiros de plantão,

Após meses de seleção e entrevistas, chegamos a etapa final (ou seria inicial?) e em breve (semana seguinte!) começarão os posts. A ideía do blog é juntar sete pessoas que passaram os últimos anos de suas vidas associando tudo que se movia a meros coadjuvantes no estreterimento alheio. E tudo isso para vivermos em um mundo mais divertido. O propósito é inundar isso aqui com textos, artigos, piadas, filosofias de esquina, papos ao pé do poste, enfim, tudo o que puder estar associado a cultura de massa “esdrúxula”, palavra que deriva do verbo esdruxular, e que segundo o meu amigo Aurélio (aquele que é dourado, de ouro) do 667 é versejar com esdrúxulos, ou seja, se eles existem mesmo e festejam por aí, porquem não nos juntar a eles e dançar a dança do siri em slow-motion em algum beco de marrakesh (incha-lá!). Pois é, serão quatro jornalistas, um publicitário, uma cientista social e um engenheiro com as mãos afiadas para alimentar as bocas insaciáveis de todos nosso leitores (tores…tores…eco) e que não perderão essa “boquinha” por nada nesse mundo, afinal o desemprego está por aí. O prato do dia sempre vai vir acompanhado de notícias pitorescas de jornal que encontramos nos digitais ou impressos (para os adeptos do origami) e que fazem da cultura popular uma das mais ricas em ironias do mundo.

Então vale tudo, vale suco, vale dobradinha com catupiry, vale dar um abraço naquela vaca da vizinha (na índia, vacas são como cachorros, acreditem), vale parênteses, valéria, valerumpouquinhoantesquealguéminterrompaosilêncio.

O 25 centavo (7 por hum real) está ainda no seu berço de leite UHT longa vida, e é isso que desejo, uma “próspera e eterna enquanto dure” vida para ele e para seus colaboradores e muito dinheiro pra pagar pensão pra amante, pra ela ficar gostosa, posar nua e arrematar isso tudo com laranja, vodka e muito gelo.

Aqui somos reis e rainhas do mass-media, e já que você vai comer arroz com feijão, a gente te dá pelo menos o palito pra não fazer feio por aí.

Grande abraço.